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Dados Básicos
Título
Extração e caracterização de compostos bioativos do fruto da guabirobeira (Campomanesia xanthocarpa)
Número do projeto
055887
Número do processo
23081.034416/2021-15
Classificação principal
Pesquisa
Data inicial
01/01/2021
Data final
31/12/2022
Resumo
O Brasil é referência mundial tratando-se da produção e exportação de frutas como a laranja, uva e maçã. A busca por frutas nativas vem instigando o interesse de pesquisadores e, com isso, os investimentos na pesquisa. O consumo, estudo e possível comercialização dessas frutas trazem vantagens relacionadas à conservação da biodiversidade do país, benefícios socioeconômicos e contribuições para a saúde do consumidor. A guabiroba (Campomanesia xanthocarpa) pertence à família das Myrtaceae, uma classe composta por diversas espécies que se estendem por uma ampla faixa de estados brasileiros e são ricas em compostos fenólicos, vitamina C e carotenoides. Mesmo sabendo do potencial químico da guabiroba, poucos estudos já foram realizados sobre a fruta, não sendo possível formar um perfil estável dos compostos bioativos que constituem a sua estrutura. Nesse contexto, o objetivo deste trabalho será analisar os principais componentes bioativos e compostos voláteis presentes nas amostras de guabiroba, colhidas em diferentes cidades no estado no Rio Grande do Sul. Será utilizada LC-MS/MS (cromatografia líquida acoplada à espectrometria de massas sequencial) para a separação, identificação e quantificação dos compostos fenólicos presentes nos extratos da polpa, da casca e da semente da guabiroba, além da quantificação dos compostos voláteis por GC-MS (cromatografia gasosa acoplada à espectrometria de massas). Também será realizada a caracterização e a quantificação do perfil de carotenoides presentes na casca e polpa das amostras, através de LC-MS/MS e a determinação da capacidade antioxidante pelo método de ORAC (capacidade de absorção dos radicais de oxigênio). A partir deste estudo, acredita-se na possibilidade de agregação de valor aos frutos, garantindo um maior reconhecimento de suas propriedades funcionais, benefícios econômicos e capacidade de investimentos. Dito isso, surge uma valorização tanto no setor agroindustrial, onde a fruta pode ser beneficiada e utilizada como matéria-prima para produção de sorvetes, geleias, licores e substituintes naturais na linha de pigmentos e antioxidantes; quanto nas indústrias farmacêuticas, e na produção de compostos fitoterápicos.
Objetivos
OBJETIVO GERAL: Identificar e quantificar os principais componentes bioativos e compostos voláteis presentes nas amostras de guabiroba (Campomanesia xanthocarpa), coletadas em diferentes locais na região sul do país. OBJETIVOS ESPECÍFICOS: - Otimizar o processo de extração dos compostos bioativos da casca, da polpa e da semente; - Identificar os compostos fenólicos presentes nas partes constituintes da guabiroba; - Identificar e quantificar os carotenoides da casca e da polpa da fruta; - Identificar e estimar a quantidade dos compostos voláteis das amostras estudadas; - Avaliar se os extratos da casca, da polpa e da semente possuem a capacidade de desativar o radical peroxil.
Justificativa
Em um dos anos mais difíceis da história do mundo, devido à pandemia da COVID- 19, a fruticultura nacional conseguiu resistir, e o Brasil continua sendo o 3º maior produtor de frutos do mundo. Nesse contexto, a comercialização de espécies nativas desempenha um papel importante e ainda pouco explorado no país. O aumento de pesquisas relacionadas à caracterização química e nutricional de espécies nativas do país abre espaço para incorporação de compostos mais diversificados na dieta do brasileiro, além de proporcionar alternativas econômicas e conservar a biodiversidade do país. A região sul do país é extremamente rica em frutas nativas e silvestres, e entre elas a família das Myrtaceae se destaca por apresentar diversas espécies e gêneros de frutas com alto potencial farmacêutico e nutricional ainda pouco explorado, sendo a maioria delas ricas em compostos fenólicos, vitamina C e carotenoides. Uma das principais espécies é a guabirobeira (Campomanesia xanthocarpa), também conhecida como gabirova, gabiroba, guabiroba entre outras, a qual tem um aroma diferenciado e apresenta um grande potencial econômico diretamente relacionado a elaboração de bebidas artesanais, geleias, concentrados congelados entre outros produtos. A Campomanesia xanthocarpa pode ser encontrada em diversos estados do Brasil, sendo comum em pomares caseiros e locais próximos de bacias de rios, percorrendo Minas Gerais, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul, ocorrendo em quase todas as formações florestais. Os frutos comumente amadurecem entre os meses de novembro e dezembro e são caracterizados por seu formato globular, achatado e amarelado. A fruta in natura é rica em carboidratos, proteínas, niacina, vitaminas C e vitaminas do complexo B, além de conter propriedades terapêuticas utilizadas na prevenção de gripes e inflamações. Ela também se destaca pela alta presença de minerais importantes, sendo considerada fonte de zinco, magnésio e cálcio. Compostos fenólicos, como por exemplo, ácidos fenólicos, flavonoides, antocianinas, entre outros, são geralmente encontrados em fontes vegetais e têm aparecido cada vez mais em projetos de pesquisas devido à sua capacidade funcional, na maioria das vezes agindo como antioxidantes, anti-inflamatórios e até mesmo antimicrobianos. Os principais compostos fenólicos da guabiroba são o ácido gálico, ácido elágico, ácido ferúlico, ácido p-cumárico e a epicatequina. Porém ainda são poucas as pesquisas relacionadas e nenhuma analisando as três partes constituintes da fruta (casca, polpa e semente) separadamente, além de um comparativo entre safras, para uma avaliação mais completa do seu valor nutricional e para a utilização em extratos conservantes e antioxidantes para a indústria alimentícia e farmacêutica. Entre os compostos bioativos mais importantes destaca-se o grupo de pigmentos naturais provenientes dos carotenoides, que da mesma forma que a clorofila, são capazes de realizar a fotossíntese. Os carotenoides mais encontrados em alimentos com a coloração amarela são a luteína e a zeaxantina; porém, no caso da guabiroba, a beta–criptoxantina é predominante, o que é comum para frutas cítricas, enquanto o licopeno é responsável pelos tons mais avermelhados. Já a formação do aroma do fruto se dá pela presença de diversas moléculas voláteis, em uma mistura complexa de substâncias como ésteres, cetonas, terpenos, alcoóis, entre outras, que por fim geram características sensoriais importantes para a qualidade do fruto. Para que essas moléculas voláteis se formem, são necessárias que reações enzimáticas a partir de ácidos graxos ocorram no decorrer do amadurecimento de frutas e verduras, garantindo a formação de aroma e sabor caracteristicos, que se intensificam com o passar do tempo. Contudo, as concentrações dessas substâncias geralmente são baixas e extremamente sensíveis sob influência de fatores como condições climáticas, colheita, armazanamento e processamento. Sendo assim, torna-se importante a realização de análises mais aprofundadas para estabelecerem-se características químicas da guabiroba (Campomanesia xanthocarpa) e garantir uma valorização dos frutos nativos que apresentam poucas pesquisas até os dias de hoje. Um conjunto de análises de caracterizações como a avaliação dos compostos fenólicos presentes na polpa, na casca e na semente da fruta, a quantificação dos carotenoides constituintes da casca e polpa do fruto, e a avaliação dos compostos voláteis proporcionariam a criação de um perfil bioativo do fruto e, assim, gerar um aumento pela procura do mesmo, valorizando o cultivo de plantas nativas do Brasil. Além disso, o tratamento desses resultados irá proporcionar um conhecimento maior sobre a espécie, dando visibilidade e proporcionando novas alternativas de agregar valor à indústria de alimentos e garantir benefícios socioeconômicos tanto para os produtores locais quanto para futuros estudos na área de beneficiamento de alimentos.
Resultados esperados
- Desenvolvimento de métodos de extração otimizados para a obtenção de extratos dos compostos bioativos das partes constituintes da guabiroba (Campomanesia xanthocarpa). - Obtenção de informações mais detalhadas sobre a composição fenólica da fruta. - Disponibilização de uma gama de informações a respeito da presença de carotenoides e componentes voláteis que valorizem o consumo de frutos nativos. - Compartilhamento com a população de um conhecimento aprimorado sobre os benefícios econômicos e nutritivos do consumo e da produção da guabiroba (Campomanesia xanthocarpa) no sul do país.
Projeto em âmbito confidencial
Não
Projeto superior
-
Palavra-chave 1
guabiroba
Palavra-chave 2
compostos fenólicos
Palavra-chave 3
espectrometria de massas
Palavra-chave 4
compostos voláteis
Tipo de evento
Não se aplica
Carga horária do curso
[Não informado]
Situação
Em andamento
Avaliação
Sem pendências de avaliação
Última avaliação
[Não informado]
Gestão do conhecimento e gestão financeira
O projeto pode gerar conhecimento passível de proteção?
Não
Propriedade Intelectual
[Não informado]
Proteção Especial
[Não informado]
Direito Autoral - Copyright
Não
O projeto contrata uma fundação? Indique a fundação
Não necessita contratar fundação
Classificações
Tipo
Classificação
Classificação CNPq
5.07.01.02-9 QUÍMICA, FÍSICA, FÍSICO-QUÍMICA E BIOQUÍMICA DOS ALIM. E DAS MAT.-PRIMAS ALIMENTARES
Linha de pesquisa
00.02.07.03 QUALIDADE DE ALIMENTOS
Quanto ao tipo de projeto de pesquisa
2.03 Projeto de Dissertação

Plano Gestão
Objetivo Estratégico
PDI 2016-2026 - Desafios
Educação inovadora e transformadora com excelência acadêmica
Participantes
Matrícula Nome Função Carga Horária Período
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Órgãos
Unidade Função Período
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Plano de Trabalho
Metas/Indicadores/Fases
  • Meta:
    01 - Revisão Bibliográfica
    Período:
    01/01/2021 a 31/12/2022
    Valor:
    R$ [Não informado]
    Conclusão:
    0 %
  • Meta:
    02 - Recebimento das amostras (colheita 2020)
    Período:
    01/01/2021 a 31/01/2021
    Valor:
    R$ [Não informado]
    Conclusão:
    0 %
  • Meta:
    03 - Pré-preparo das amostras (colheita 2020)
    Período:
    01/01/2021 a 28/02/2021
    Valor:
    R$ [Não informado]
    Conclusão:
    0 %
  • Meta:
    04 - Realização de testes com os métodos
    Período:
    01/03/2021 a 31/08/2021
    Valor:
    R$ [Não informado]
    Conclusão:
    0 %
  • Meta:
    05 - Realização das análises (colheita 2020)
    Período:
    01/07/2021 a 31/10/2021
    Valor:
    R$ [Não informado]
    Conclusão:
    0 %
  • Meta:
    06 - Análise dos dados (colheita 2020)
    Período:
    01/09/2021 a 31/12/2021
    Valor:
    R$ [Não informado]
    Conclusão:
    0 %
  • Meta:
    07 - Recebimento das amostras (colheita 2021)
    Período:
    01/01/2022 a 31/01/2022
    Valor:
    R$ [Não informado]
    Conclusão:
    0 %
  • Meta:
    08 - Pré-preparo das amostras (colheita 2021)
    Período:
    01/01/2022 a 28/02/2022
    Valor:
    R$ [Não informado]
    Conclusão:
    0 %
  • Meta:
    09 - Realização das análises (colheita 2021)
    Período:
    01/03/2022 a 31/08/2022
    Valor:
    R$ [Não informado]
    Conclusão:
    0 %
  • Meta:
    10 - Análise dos dados (colheita 2021)
    Período:
    01/06/2022 a 30/09/2022
    Valor:
    R$ [Não informado]
    Conclusão:
    0 %
  • Meta:
    11 - Redação e submissão de artigo científico e dissertação
    Período:
    01/08/2022 a 31/12/2022
    Valor:
    R$ [Não informado]
    Conclusão:
    0 %