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Dados Básicos
Título
ADEQUAÇÃO DO CONHECIMENTO E DE ESTRATÉGIAS DE AGRICULTURA DE PRECISÃO PARA OS ESTADOS DO RS E SC
Número do projeto
054111
Número do processo
23081.019927/2020-18
Classificação principal
Pesquisa
Data inicial
20/04/2020
Data final
20/04/2025
Resumo
Essa proposta busca adequar e definir novas estratégias de manejo baseadas na agricultura de precisão (AP) para os estados do Rio Grande do Sul (RS) e Santa Catarina (SC). O projeto surge de uma demanda científica e também por parte de prestadores de serviço, produtores rurais e demais usuários da tecnologia, nesses dois estados. Dentro deste contexto, o que se busca é congregar a experiência desenvolvida no Laboratório de Agricultura de Precisão do Sul (LAPSUL) da Universidade Federal de Santa Maria, Campus de Frederico Westphalen – RS para propor a utilização do processo de descoberta de conhecimento em sistemas agrícolas gerando conhecimento e desmistificando a técnica para melhorar a eficiência na gestão e na tomada de decisão a partir do uso de ferramentas inteligentes. Para melhor organização o projeto foi dividido em três sub projetos baseados em áreas elegidas como prioritárias para o avanço da AP nessas regiões. Cada sub projeto apresenta sua revisão bibliográfica específica bem como objetivos, metas e resultados esperados. 1) POSICIONAMENTO DE GENÓTIPOS DE SOJA E AJUSTE DE POPULAÇÃO DE PLANTAS VISANDO A MÁXIMA EFICIENCIA PRODUTIVA EM ÁREAS COM AGRICULTURA DE PRECISÃO; 2) QUALIDADE DO SOLO E PRODUTIVIDADE DE SOJA E MILHO SOB DE DIFERENTES ESTRATÉGIAS DE MANEJO EM ZONAS DE BAIXA PRODUTIVIDADE EM ÁREAS COM AGRICULTURA DE PRECISÃO; 3) ATRIBUTOS QUÍMICOS E FÍSICOS DO SOLO EM ÁREAS DE TRANSIÇÃO SEQUEIRO/IRRIGADO MANEJADAS COM AGRICULTURA DE PRECISÃO;
Objetivos
Avaliar o desempenho agronômico de diferentes genótipos de soja e de diferentes densidades de semeadura em zonas de baixo, médio e alto potencial de rendimento em áreas com agricultura de precisão. Estudar os efeitos do uso de plantas de cobertura de solo e cama de aviário sobre a qualidade física, química, microbiológica e biológica do solo, e a produtividade de milho e soja em zonas de baixa produtividade em lavouras manejadas com agricultura de precisão. Avaliar o comportamento espacial e temporal dos atributos químicos e físicos do solo e sua relação durante o período de transição do cultivo em sequeiro para o cultivo em sistema irrigado relacionados com a sucessão de culturas e manejadas com Agricultura de Precisão.
Justificativa
As transformações que a moderna agricultura vem sofrendo nas últimas décadas tornaram- na uma atividade altamente competitiva, exigindo cada vez mais especialização e profissionalismo no intuito de aumentar a eficiência produtiva. Fundamentada na existência da variação espacial dos fatores produtivos e na busca da maximização da produtividade das culturas, surgiu à agricultura de precisão (AP), um conceito de produção inovador, que tem proporcionado inúmeras mudanças na agricultura brasileira, em especial no processo de geração de informações, tomada de decisões, tecnologias agrícolas e geoespaciais (Blackmore et al.; 1999; Molin; 2002; Amado et al, 2007). A AP permitiu o uso mais eficiente dos recursos através do gerenciamento localizado, o aumento do gerenciamento dos meios de produção, a racionalização do uso de insumos e, principalmente, a elevação da produtividade, evidenciando possibilidades reais de ganhos econômicos e benefícios ambientais (Molin; 2002; Amado et al, 2007; Inamasu, 2011). Inicialmente a agricultura de precisão foi fundamentada com o propósito de manejar os nutrientes do solo, e para isso se fez o uso do esquema de amostragem de solo em malha. Este procedimento proporcionou inúmeros casos de sucesso, e desta maneira, admitiu-se que o manejo dos atributos químicos (nutrientes) seria bastante promissor e capaz de identificar grande parte das causas das variabilidades dos rendimentos produtivos de uma lavoura cultivada (Santi et al., 2014). Entretanto, a variabilidade nos rendimentos continuou ocorrendo, exigindo assim, o controle e o ajuste de novos fatores (Santi et al., 2014). No entanto, existem muitos fatores que influenciam direta ou indiretamente o desempenho das culturas (Tisdale, 1993; Meurer, 2007). Santi et al. (2012), utilizando a análise de componentes principais em um conjunto de dados de 63 variáveis químicas e físicas do solo, verificaram que a infiltração de água no solo e o equilíbrio das bases foram as que melhor explicaram a variabilidade na produtividade de grãos. No entanto, em função do grande número de variáveis passíveis de estudo e da dificuldade de quantificar o grau de contribuição que cada atributo exerce sobre a produtividade das culturas, a AP tem buscado utilizar meios alternativos e eficientes para identificar locais que exigem manejo diferenciado, a fim de facilitar o processo de tomada de decisão. Neste sentido, o mapa de colheita é a ferramenta mais eficiente para que sejam definidas estas zonas (Molin, 2002, Santi et al., 2014). O mapa de colheita é capaz de refletir o resultado de uma complexa interação de fatores, dentre os quais se destacam aqueles ligados a aspectos fisiológicos da cultura, intempéries climáticos e de atributos referentes à qualidade do solo (Molin, 2002; Santi et al., 2014). Uma vez definidas estas zonas, tem-se agora a possibilidade de se realizar ajustes quanto à utilização dos melhores genótipos, bem como, quanto à população de plantas ideal em função das diferentes zonas, visando à máxima eficiência produtiva (Hörbe et al., 2013). O ajuste da população de plantas com novas disposições na lavoura permite minimizar a competição intraespecffica e também maximizar o aproveitamento dos recursos ambientais (Pires et al., 1998). Neste contexto, a definição do melhor genótipo e da melhor densidade de semeadura, de acordo com as diferentes zonas de rendimento assume grande importância, visto que os mesmos podem apresentar desempenho diferenciado em função da oferta ambiental imposta por estes locais. Desta forma, torna-se imprescindível a realização de estudos visando analisar a resposta de genótipos e da densidade de semeadura visando o aumento da eficiência produtiva. A agricultura é um dos setores que mais geram riquezas em nosso país, além de gerar grande parte da matéria prima que faz com que os setores secundários e terciários funcionem. Dentro desse setor, a produção de soja e milho são os que apresentam maior representatividade em termos de área plantada e colhida, sendo estas culturas as de maior importância econômica nacional e estadual. A agricultura de precisão (AP) considera que fatores de produção podem ser quantificados e, ao mesmo tempo georreferenciados, sendo possível realizar algum tipo de intervenção localizada nesta área em função da necessidade específica do local, fundamentado na existência da variabilidade espacial dos fatores produtivos e da própria quantidade produzida pela cultura (BALASTREIRE et al., 1997). Neste sentido a utilização de mapas de rendimento torna-se ferramenta chave para a prospecção desta variabilidade, sendo utilizado para o estabelecimento de zonas de manejo ou potencial produtivo (MOLIN, 2002). Porém, têm-se limitado as intervenções à adubação química (sítio específico ou à taxa variável), e físicas (escarificações geral ou em sítio específico), maximizando a produtividade média das lavouras, mas sem conseguir homogeneizar esse efeito de forma satisfatória no espaço cultivado. Isto ocorre devido a zonas de baixo rendimento, ou pontos com 95% ou menos da produtividade média da lavoura (MOLIN, 2002), permanecerem relativamente estáveis ao longo do tempo, ainda representando na maioria das áreas mais de 30% do total (SANTI, 2007). Os motivos pelo qual áreas de baixa apresentam menor produtividade não são totalmente esclarecidos, tornando difícil uma intervenção adequada e que surta efeito. Desta forma é necessário sua caracterização mais detalhada para uma melhor compreensão e intervenção correta no local que culmine em perspectivas reais de ganhos em produtividade, bem como observar fatores que tem sido pouco estudados, como o biológico e microbiológico do solo. Esses fatos, enfatizam a importância de se buscar outras intervenções nas áreas mais prejudicadas, além de corroborar com a necessidade de se buscar intervenções que atuem em uma construção permanente desse solo, apresentando resultados nos fatores químicos, físicos e biológicos do solo em conjunto, e por consequência, acréscimos em produtividade. Dentre as alternativas, este trabalho propõe o uso de essencialmente duas estratégias: plantas de cobertura de solo e uso de resíduos orgânicos, associados ou não. Grande parte do sucesso do Sistema Plantio Direto (SPD) reside no fato de que a palha deixada por culturas de cobertura sobre a superfície do solo, somada aos resíduos das culturas comerciais, cria um ambiente extremamente favorável ao crescimento vegetal, contribuindo para a estabilização da produção (EMBRAPA, 2006), em regiões de clima tropical e subtropical, devido ao efeito que promove nos atributos físicos e biológicos do solo (FALLEIRO et al., 2003). Dentre as contribuições da manutenção dos resíduos culturais na superfície do solo, segundo Leite et al. (2009), está a ação direta e efetiva na redução da erosão hídrica, diminuindo a desagregação das partículas do solo e o selamento superficial, além das melhorias das condições de fertilidade do solo (SIDIRAS & PAVAN, 1985). O uso de coberturas vegetais vivas no solo em áreas sob SPD após cultivo da cultura principal vem sendo estudado com foco na produção e na qualidade da matéria seca, decomposição dos resíduos culturais, acúmulo e mineralização de nutrientes e produtividade da cultura comercial (ESPÍNDOLA et al., 2006). As plantas de cobertura proporcional vários benefícios aos ecossistemas agrícolas, como a diminuição da erosão do solo, aumento da infiltração de água no solo, retenção de nutrientes, conteúdo de matéria orgânica (STEENWERTH & BELINA, 2008) e água no solo (ODHIAMBO & BOMKE, 2007). Estes benefícios são atribuídos em decorrência do aumento da porosidade do solo, redução do impacto da energia da gota de chuva sobre a superfície do solo, aumento da matéria orgânica (LEITE et al, 2003) e das funções microbianas no solo (STEENWERTH & BELINA, 2008). A utilização de estercos e outros compostos orgânicos apresentam-se como alternativa promissora capaz de reduzir as quantidades de fertilizantes químicos a serem aplicados nas culturas agrícolas. O aumento da produção de resíduos avícola vem provocando impactos ambientais, devido a sua taxa de geração ser muito maior que a taxa de degradação. Dessa forma, é cada vez mais urgente a necessidade de reduzir, reciclar e reaproveitar os resíduos gerados na agropecuária, com o objetivo de recuperar matéria e energia (STRAUS & MENEZES, 1993). Segundo Benedetti et al. (2009), a substituição do adubo químico na forma de uréia pelo uso da cama de frango pode ser utilizada em pastagens. De acordo com Kiehl (1997), o efeito da matéria orgânica sobre a produtividade pode ser direto por meio do fornecimento de nutrientes ou pelas modificações das propriedades físicas do solo, melhorando o ambiente e estimulando o desenvolvimento das plantas. A cama de aviário é considerada uma boa fonte de nutrientes, especialmente de N, além disso, seu uso adiciona matéria orgânica ao solo melhorando os atributos físicos, aumenta a capacidade de retenção de água, reduz a erosão, melhora a aeração e cria um ambiente mais adequado para o desenvolvimento da flora microbiana do solo (BLUM et al., 2003), além de elevar a capacidade de troca de cátions (CTC), reduz os efeitos fitotóxicos de agroquímicos, melhora a estrutura do solo, e favorece o controle biológico pelo incremento da população microbiana antagonista (BRATTI, 2013). O uso deste resíduo orgânico, é uma das alternativas de maior receptividade pelos agricultores, por estar disponível nas propriedades a um baixo custo, podem viabilizar a adubação em culturas comerciais (MENEZES et al., 2003), pois quando adequadamente manejados, aumentam o rendimento de grãos, a fertilidade do solo, diminuem o potencial poluidor, tornando-se um importante fator agregador de valor, já que é um recurso disponível nas propriedades (CHOUDHARY et al., 1996). O manejo de uma cultura em sítio-específico, objetiva orientar o manejo do solo, plantas e tratos culturais de acordo com a sua variação espacial dentro do campo, considerando, portanto, as técnicas de Agricultura de Precisão (AP), que possibilitam a identificação da variabilidade dos principais fatores de produção, quantificando-os e, ao mesmo tempo georreferenciando-os, para possíveis intervenções localizadas (manejo sítio-específico) em função da necessidade específica do local (Amado et al, 2007). A adoção de sistemas conservacionistas de manejo do solo como o plantio direto, tem sido apresentada como uma opção para assegurar a sustentabilidade dos solos. A estruturação do solo depende do sistema de manejo usado no preparo do mesmo, que mantenham a proteção do solo através do contínuo aporte de resíduos orgânicos, para a manutenção de uma boa estrutura e fonte de energia para a atividade microbiana, que atua como agente de estabilização dos agregados, aeração e infiltração de água no solo (Campos et al., 1995). No RS, o índice de precipitação pluviométrica ocorre uma pequena variação entre anos e meses, com média de 1.540 mm (Berlato, 1992; Marques et al., 2003). O regime pluviométrico anual médio da metade norte é alto (1.900 mm) e da metade sul é baixo (1.400 mm) (Matzenaur, 2007). No entanto, a irrigação em cultivos de “sequeiro” (soja, milho, feijão, fumo, hortaliças e frutíferas), consistem em 5,5 milhões de hectares, onde pouco mais de 100 mil hectares são irrigados (~2%). A demanda pelo sistema de irrigação com pivô central variou de 75.000 hectares em 2011 para 92.000 hectares em 2012, conforme Secretaria da Agricultura, Pecuária e Agronegócio (2013). Contudo, percebe-se que variabilidade dos atributos do solo em áreas irrigadas ainda é pouco conhecida no RS (Vian, 2012). Com isso o manejo da irrigação deve estar associado a outras práticas, como o manejo do solo e da cultura e até a escolha da cultivar, quando relacionados à compactação do solo, infiltração de água, saturação de água e escorrimento superficial. Os atributos do solo quando alterados pelo manejo, podem trazer para a lavoura a desestruturação, a compactação, a redução da permeabilidade e nos teores de matéria orgânica, mais evidentes em cultivos anuais intensivos, onde a modificações podem causar o uso elevado de insumos e práticas de manejo inadequadas (Lemainski, 2007). Dessa forma, quantificar e qualificar as condições estruturais do solo nestes sistemas de manejo é importante na avaliação da qualidade do solo, como um indicador da sustentabilidade deste sistema de cultivo, quanto ao uso e manejo (Arshad et al., 1996; Harris et al., 1996). Quando ocorre déficit hídrico, a compactação do solo acarreta redução na disponibilidade de água às plantas e certa resistência mecânica do solo a penetração, é encontrada pelo sistema radicular das plantas. No perfil do solo, camadas compactadas, principalmente em solos com textura argilosa, são entraves ao crescimento, para altos rendimentos e qualidade de grãos. (Grant & Lanfond, 1993; Arshad et al., 1996). Já práticas de manejo e tráfegos em condições de umidade adequadas, cobertura de solo, rotação de culturas, favorecem o incremento de condições físico-químicas satisfatórias ao solo, sendo ponderados valores superiores em plantio direto, devido à maior continuidade de poros e homogeneidade do solo. Portanto, o solo sem restrição ao crescimento radicular, maior será o volume de solo explorado, com maior exposição de oferta de água e nutrientes, favorecendo a estabilidade de produção das culturas. As propriedades do solo estão associadas a seu funcionamento hidrológico. Com isso, a estrutura do solo pode sofrer modificações quando ocorre a intervenção excessiva de umidade, causando alterações na presença da microfauna do solo e facilitando a compactação mecânica devido ao pisoteio excessivo e trafego não controlado. A infiltração ocorre pela passagem de água da superfície para o perfil, deslocando-se pelas camadas de solo (percolação), pelos poros e com ação da gravidade, até atingir uma camada suporte que a retém, formando então a água do solo. Esse processo, comumente depende da água disponível para infiltrar, natureza do solo, estado da superfície e quantidades de água/ar, inicialmente presentes no solo. O uso da condutividade elétrica do solo para auxiliar a determinação de zonas de manejo do solo tem se configurado numa prática cada vez mais comum em sistemas agrícolas. A condutividade elétrica serve como um meio de definir padrões espaciais que se mostram devido à variação da condutância elétrica, influenciadas pela salinidade, umidade, textura e resistividade (RABELLO, 2009). A condutividade elétrica do solo vem se tornando uma importante ferramenta para uma prévia avaliação da área a ser estudada, facilitando as definições das áreas de manejo (RABELLO et al., 2008). A condutividade elétrica tem como meio condutor o próprio solo. Alguns equipamentos foram desenvolvidos para realizar as medidas antes de qualquer atividade de manejo e depois correlacioná- las, através de mapas de condutividade elétrica com parâmetros agronômicos. Nesse sentido, a utilização da condutividade elétrica aparente do solo (CEap) para delimitação de zonas de manejo agrícola com menor heterogeneidade, com satisfatórios resultados (MACHADO et al., 2004; MOLIN et al., 2005), a fim de corrigir ou melhorar os dados de produtividade, aplicando em agricultura de precisão. A determinação da CEap constitui-se numa técnica com um custo relativamente baixo e de simples obtenção (RABELLO et al., 2008). Nos últimos anos vem se intensificando os estudos a cerca das correlações existentes entre parâmetros do solo e a CE em diferentes situações de cultivo. A medida da CEap se correlaciona com vários parâmetros físicos e químicos do solo, como teor de argila, conteúdo de água, capacidade de troca catiônica, entre outros. (MOLIN et al., 2005). Medidas podem ser feitas com a técnica de condutividade elétrica dentre as quais, as medidas diretas das propriedades do solo, salinidade e nutrientes; umidade; textura; densidade volumétrica; medidas indiretas das propriedades do solo, relacionadas com matérias orgânicas; capacidade de troca catiônica; lixiviação (CORWIN e LESCH, 2005). O conhecimento da variabilidade espacial dos aspectos físico-químicos do solo em uma área agrícola é a etapa inicial e imprescindível para subsidiar o planejamento e o manejo dessa área com base nos conceitos de agricultura de precisão (BERNARDI et al., 2002). O manejo agrícola baseado nas zonas com características similares é uma alternativa para a otimização na utilização de insumos, bem como da produtividade agrícola. Assim, as informações quanto à abrangência da dependência espacial de um determinado atributo do solo é extremamente relevante no planejamento de execuções em uma determinada área agrícola. Considerando que áreas irrigadas são altamente tecnificadas e com alto potencial de rendimento, é necessário conhecer os aspectos principalmente do solo, pois a transição a este sistema de cultivo trará benéficos produtivos, mas poderá exigir intervenções a longo prazo, visando melhorar a qualidade do solo. Para tanto, é imprescindível a adoção de práticas conservacionistas, que preconizem o aumento do teor de matéria orgânica, contribuindo na melhoria de propriedades químicas, físicas e biológicas do solo, sem esgotar os recursos naturais e sim otimizá-los de forma sustentável.
Resultados esperados
O projeto busca propor através de simples ajustes e de alterações nas estratégias de manejo durante a semeadura, soluções práticas tanto para produtores, técnicos, prestadores de serviço, como para a pesquisa. A partir da definição das estratégias propostas pelo trabalho, além da melhoria na produtividade, ganho econômico e consequente capitalização dos produtores adeptos, tem-se também o ganho ambiental, que implica na racionalização do uso de sementes e insumos. Para tanto espera-se: a) Analisar o comportamento morfológico dos genótipos de soja submetidos a zonas de baixo, médio e alto potencial de rendimento. b) Determinar os componentes primários do rendimento e rendimento de grãos dos genótipos de soja submetidos a zonas de baixo, médio e alto potencial de rendimento; c) Definir estratégias de posicionamento de genótipos de acordo com o seu desempenho nas diferentes zonas de rendimento; d) Fornecer informações úteis e aplicáveis aos produtores rurais e técnicos da Região, referente ao potencial agrícola de diferentes genótipos de soja; e) Analisar o comportamento morfológico de soja submetido a diferentes populações de plantas e a zonas de baixo, médio e alto potencial de rendimento. f) Determinar os componentes primários do rendimento e rendimento de grãos de soja submetido a diferentes populações de plantas e a zonas de baixo, médio e alto potencial de rendimento; g) Definir estratégias quanto a populações de plantas de soja de acordo com as diferentes zonas de rendimento; h) Fornecer informações úteis e aplicáveis aos produtores rurais e técnicos da Região, referente ao potencial agrícola de diferentes genótipos de soja; i) Fomentar a pesquisa aplicada as ciências agrárias voltadas as demandas regionais na Região Norte do Rio Grande do Sul. O projeto busca propor soluções práticas e de interesse de produtores e técnicos. Assim, será possível aos produtores escolher a melhor opção de intervenção em sítio específico nas zonas de menores rendimentos, maximizando e homogeneizando a produtividade da área disponível, e consequentemente, no retorno econômico dos produtores adeptos as práticas sugeridas pelo presente projeto. Para tanto espera-se: a) Analisar o comportamento dos atributos físicos do solo em função das plantas de cobertura de solo utilizadas, uso de cama de aviário ou não, e da cultura de verão implantada. b) Analisar o comportamento dos atributos químicos do solo em função das plantas de cobertura de solo utilizadas, uso de cama de aviário ou não, e da cultura de verão implantada. c) Analisar o comportamento dos atributos biológicos e microbiológicos do solo em função das plantas de cobertura de solo utilizadas, uso de cama de aviário ou não, e da cultura de verão implantada. d) Verificar os efeitos das culturas de cobertura de inverno antecedentes sobre cada cultura de verão. e) Verificar os efeitos das da utilização de cama de aviário sobre cada cultura de verão. f) Analisar os efeitos das diferentes estratégias de manejo em zonas de baixa produtividade sobre as culturas de soja e milho. g) Estabelecer correlações entre os atributos de qualidade de solo com as produtividades obtidas nas culturas de soja e milho. O projeto busca propor soluções práticas e de interesse de produtores, técnicos, comunidade acadêmica. Os ganhos de informações permitirão a multiplicação das informações técnicas planejamento produtivo, manejo e qualidade produtiva, envolvem os fatores sustentabilidade do solo, com a otimização de recursos naturais e a racionalização do uso de insumos, melhorias na produtividade e tomadas de decisões no manejo do solo. Para tanto espera-se: a) Avaliação dos dados técnicos e ferramentas informativas para a intervenção b) Análise das condições específicas que norteiam a eficácia do novo sistema de cultivo. c) Monitoramento periódico das condições de campo e limitantes ao processo de exploração de cultivos agrícolas. d) Criar informações pertinentes a demais sistemas produtivos que se assemelham a esta pesquisa. e) Fornecer dados técnico-científicos para subsidiar investigações periódicas de sistemas de cultivos semelhantes e que carecem de informações. f) Fornecer informações úteis e aplicáveis aos produtores rurais e técnicos da Região, referente ao potencial agrícola em sistemas irrigados; g) Oportunizar o contato didático-científico aos acadêmicos de Agronomia da Universidade Federal de Santa Maria campus Frederico Westphalen;
Projeto em âmbito confidencial
Não
Projeto superior
-
Palavra-chave 1
Manejo georreferenciado
Palavra-chave 2
altas produtividades
Palavra-chave 3
sustentabilidade
Palavra-chave 4
agricultura de precisão
Tipo de evento
Não se aplica
Carga horária do curso
[Não informado]
Situação
Em andamento
Avaliação
Sem pendências de avaliação
Última avaliação
26/05/2021
Gestão do conhecimento e gestão financeira
O projeto pode gerar conhecimento passível de proteção?
Não
Propriedade Intelectual
[Não informado]
Proteção Especial
[Não informado]
Direito Autoral - Copyright
Não
O projeto contrata uma fundação? Indique a fundação
Não necessita contratar fundação
Classificações
Tipo
Classificação
Classificação CNPq
5.08.00.00-4 AGRICULTURA DE PRECISÃO
Linha de pesquisa
04.01.01 geotecnologias Aplicadas à Agricultura de Precisão
Quanto ao tipo de projeto de pesquisa
2.06 Projeto de Pesquisa e Extensão

Plano Gestão
Objetivo Estratégico
PDI 2016-2026 - Desafios
Inovação, geração de conhecimento e transferência de tecnologia
Participantes
Matrícula Nome Função Carga Horária Período
@{matricula} @{pessoa.nomePessoa} @{funcao.descricao} @{cargaHoraria} h/semana @{dataInicial|format=dd/MM/yyyy} a @{dataFinal|format=dd/MM/yyyy}
Órgãos
Unidade Função Período
@{descricao} @{funcao.descricao} @{dataInicial|format=dd/MM/yyyy} a @{dataFinal|format=dd/MM/yyyy}
Plano de Trabalho
Metas/Indicadores/Fases
  • Meta:
    1 - Revisão de literatura
    Período:
    20/04/2020 a 31/07/2020
    Valor:
    R$ [Não informado]
    Conclusão:
    50 %
  • Meta:
    2 - Definição das zonas de rendimento
    Período:
    01/08/2020 a 01/10/2020
    Valor:
    R$ [Não informado]
    Conclusão:
    25 %
  • Meta:
    3 - Coletas de solo e análises químicas
    Período:
    01/10/2020 a 30/11/2020
    Valor:
    R$ [Não informado]
    Conclusão:
    10 %
  • Meta:
    4 - Implantação dos experimentos
    Período:
    20/04/2020 a 30/11/2022
    Valor:
    R$ [Não informado]
    Conclusão:
    20 %
  • Meta:
    5 - Determinação dos componentes morfológicos das plantas de soja
    Período:
    01/02/2021 a 30/04/2023
    Valor:
    R$ [Não informado]
    Conclusão:
    20 %
  • Meta:
    6 - Determinação dos componentes de rendimento e produtividade
    Período:
    01/03/2021 a 31/03/2024
    Valor:
    R$ [Não informado]
    Conclusão:
    10 %
  • Meta:
    7 - Análise dos dados
    Período:
    01/11/2020 a 28/02/2025
    Valor:
    R$ [Não informado]
    Conclusão:
    15 %
  • Meta:
    8 - Apresentação dos resultados em eventos científicos
    Período:
    30/11/2020 a 20/04/2025
    Valor:
    R$ [Não informado]
    Conclusão:
    0 %
  • Meta:
    9 - Elaboração de artigos científicos
    Período:
    20/01/2021 a 20/04/2025
    Valor:
    R$ [Não informado]
    Conclusão:
    0 %