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Dados Básicos
Título
Conjugalidade e privação de liberdade: A perspectiva da mulher diante da prisão do companheiro
Número do projeto
053147
Número do processo
23081.062027/2019-57
Classificação principal
Pesquisa
Data inicial
01/12/2019
Data final
31/07/2022
Resumo
Sabe-se que o ingresso na prisão representa um cenário de grandes desafios, não só para a pessoa privada de liberdade, mas para todo seu sistema familiar, incluindo as relações parentais, fraternas, com a família ampliada, e, foco deste estudo, as relações conjugais. A punição, a interdição e a vigilância constantes são importantes aspectos que passam a balizar as relações, reverberando, por vezes, em rupturas e fragilização de vínculos, distanciamento físico e dificuldades na manutenção do contato. Nesse tocante, esse estudo propõe-se a investigar a vivência da conjugalidade nesse contexto, compreendendo que diversas especificidades podem marcar as relações amorosas ocorridas quando um dos membros do casal encontra-se no sistema penitenciário. Mais especificamente, objetiva-se compreender a experiência de companheiras de homens privados de liberdade acerca da conjugalidade. Busca, ainda, entender como as mulheres qualificam o relacionamento conjugal e sua satisfação com o casamento no contexto da privação de liberdade de seus companheiros; investigar de que forma as mulheres compreendem seu papel na conjugalidade e na manutenção da relação conjugal no contexto da privação de liberdade de seus companheiros; bem como, identificar os significados atribuídos ao relacionamento amoroso (namoro, união, casamento) e ao papel do homem na vida de companheiras de homens privados de liberdade. Participarão do estudo 12 mulheres companheiras de homens presos. A participação na pesquisa ocorrerá por meio da resposta a um Questionário Sociodemográfico, a uma Entrevista sobre a Conjugalidade e a uma Escala de Satisfação Conjugal. A pesquisadora utilizará, ainda, o Diário de Campo, como ferramenta complementar para auxiliar na compreensão da vivência da conjugalidade nesse contexto. Os dados provenientes da Entrevista sobre a Conjugalidade, após transcritos, serão analisados a partir da Análise Temática. Os resultados advindos do Questionário Sociodemográfico e da Escala de Satisfação Conjugal, por sua vez, serão analisados de forma descritiva.
Objetivos
Compreender a experiência de companheiras de homens privados de liberdade acerca da conjugalidade; entender como as mulheres qualificam o relacionamento conjugal e sua satisfação com o casamento no contexto da privação de liberdade de seus companheiros; investigar de que forma as mulheres compreendem seu papel na conjugalidade e na manutenção da relação conjugal no contexto da privação de liberdade de seus companheiros; bem como, identificar os significados atribuídos ao relacionamento amoroso (namoro, união, casamento) e ao papel do homem na vida de tais mulheres.
Justificativa
A população carcerária brasileira cresce significativamente a cada ano. Dados do Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias – INFOPEN (BRASIL, 2017) demonstram que a população confinada nas unidades prisionais ultrapassa a marca de 700 mil pessoas, o que corresponde a um aumento de 707% em relação ao número total registrado no início da década de 90. Desse total, destaca-se o expressivo número de pessoas privadas de liberdade que possuem uniões estáveis ou são “amasiadas” (28,45%), ou, ainda, casadas (8,83%), representando 37,2% da população prisional (BRASIL, 2017). Salienta-se, também, que muitos presos vivenciam outras formas de relação, como o namoro, que não são integradas aos dados oficiais, visto que, perante a Lei, não são entendidas como um estado civil formal. Assim, não existem subsídios para quantificar o número exato de pessoas que vivenciam relações amorosas no sistema prisional. Entretanto, dados da SUSEPE demonstram que, no ano de 2012, 1.084.000 visitas foram realizadas aos 30.000 presos do Rio Grande do Sul. Dessas visitas, pelo menos 85% se tratavam de mulheres (BASSANI, 2013). Corroborando esses dados, a literatura aponta que, no contexto do encarceramento masculino, as mulheres, em especial, companheiras de homens presos, ocupam de forma expressiva o espaço das visitas (GUIMARÃES et al, 2016, COMFORT, 2007, BARCINSKI et al, 2014). As mulheres se utilizam do mesmo como possibilidade de dar continuidade às suas relações, investir e estreitar vínculos, bem como, buscar formas de cuidar de seus parceiros. Esses aspectos levam ao questionamento sobre as conjugalidades vivenciadas e sobre as experiências de companheiras de homens presos, visto que as prisões passam a ser pano de fundo para diversas relações e a perpassá-las de forma significativa. Verifica-se que poucos estudos na literatura nacional buscam investigar as vivências conjugais no contexto do encarceramento. No âmbito brasileiro, as pesquisas realizadas com companheiras de homens presos buscam, no geral, construir saberes acerca das experiências dessas mulheres e das dificuldades implicadas em ter um companheiro preso, das discriminações e estereótipos a elas atribuídos e dos impactos ocasionados pela prisão do parceiro em suas vidas. Na literatura internacional, a maioria dos estudos que busca compreender a conjugalidade no contexto prisional embasa-se no entendimento de que o casamento é um fator de proteção frente ao crime e à reincidência. Esses estudos, dessa forma, objetivam compreender os motivos e processos que tornam o casamento um dos principais aspectos que levam à desistência do crime. Ainda, compreendendo a importância dos vínculos amorosos, alguns estudos relatam resultados de projetos desenvolvidos nas penitenciárias, com enfoque na Terapia Familiar e de Casais, buscando fortalecer os laços entre as pessoas privadas de liberdade e seus parceiros(as). Percebe-se, no entanto, uma carência de estudos que investiguem as percepções das mulheres sobre o encarceramento de seus parceiros no que diz respeito à conjugalidade e à vivência das relações nesse contexto, conforme esse estudo se propõe. Dessa forma, como expectativas da pesquisa, supõe-se que aspectos como a satisfação conjugal podem estar enfraquecidos devido à diminuição do contato, distanciamento físico e emocional, bem como pelo contexto adverso imposto pela privação de liberdade. Ainda, que a busca por manter o vínculo com seus parceiros associe-se de forma importante com as concepções dessas mulheres sobre o casamento, a família, o papel que o companheiro assume em suas vidas e a seu papel na manutenção das relações conjugais. Nesse tocante, para além de se propor a contribuir sobre a experiência de ser companheira no contexto de aprisionamento, também buscar-se-á contribuir com a problematização de modelos socialmente construídos sobre o casamento e sobre o papel da mulher nessas relações.
Resultados esperados
Espera-se contribuir com a construção de conhecimento no âmbito da conjugalidade e do contexto de privação de liberdade. A partir de seus resultados, este estudo poderá contribuir com profissionais que atuam no sistema penitenciário.
Projeto em âmbito confidencial
Não
Projeto superior
-
Palavra-chave 1
Conjugalidade
Palavra-chave 2
Privação de Liberdade
Palavra-chave 3
Mulheres
Palavra-chave 4
[Não informado]
Tipo de evento
Não se aplica
Carga horária do curso
[Não informado]
Situação
Em andamento
Avaliação
Sem pendências de avaliação
Última avaliação
11/03/2021
Gestão do conhecimento e gestão financeira
O projeto pode gerar conhecimento passível de proteção?
Não
Propriedade Intelectual
[Não informado]
Proteção Especial
[Não informado]
Direito Autoral - Copyright
Não
O projeto contrata uma fundação? Indique a fundação
Não necessita contratar fundação
Classificações
Tipo
Classificação
Classificação CNPq
7.07.00.00-1 PSICOLOGIA
Grupo do CNPq
014 NÚCLEO DE ESTUDOS INTERDISCIPLINAR EM SAÚDE
Linha de pesquisa
06.00.00 CCSH
Quanto ao tipo de projeto de pesquisa
2.03 Projeto de Dissertação

Plano Gestão
Objetivo Estratégico
PDI 2016-2026 - Desafios
Inovação, geração de conhecimento e transferência de tecnologia
Participantes
Matrícula Nome Função Carga Horária Período
@{matricula} @{pessoa.nomePessoa} @{funcao.descricao} @{cargaHoraria} h/semana @{dataInicial|format=dd/MM/yyyy} a @{dataFinal|format=dd/MM/yyyy}
Órgãos
Unidade Função Período
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Plano de Trabalho
Metas/Indicadores/Fases
  • Meta:
    Compreender a experiência de companheiras de homens privados de liberdade acerca da conjugalidade.
    Período:
    01/12/2019 a 31/07/2022
    Valor:
    R$ [Não informado]
    Conclusão:
    0 %
    • Indicador:
      Realização de entrevistas e aplicação de escalas sobre satisfação conjugal com mulheres companheiras de homens presos.
      Valor:
      12
      Conclusão:
      0
    • Fase:
      Produção de trabalhos e artigos
      Período:
      01/12/2019 a 31/07/2022
      Conclusão:
      0 %
    • Fase:
      Coleta dos dados
      Período:
      10/01/2020 a 31/07/2020
      Conclusão:
      100 %
    • Fase:
      Submissão ao comitê de ética em pesquisa
      Período:
      01/12/2019 a 31/12/2019
      Conclusão:
      100 %
    • Fase:
      Transcrição dos dados
      Período:
      10/01/2020 a 31/08/2020
      Conclusão:
      100 %
    • Fase:
      Participação em eventos
      Período:
      01/12/2019 a 31/07/2022
      Conclusão:
      0 %
    • Fase:
      Leituras e Orientações
      Período:
      01/12/2019 a 31/07/2022
      Conclusão:
      0 %
    • Fase:
      Análise dos dados
      Período:
      10/01/2020 a 31/12/2021
      Conclusão:
      0 %
  • Meta:
    Entender como as mulheres qualificam o relacionamento conjugal e sua satisfação com o casamento no contexto da privação de liberdade de seus companheiros
    Período:
    01/12/2019 a 31/07/2022
    Valor:
    R$ [Não informado]
    Conclusão:
    0 %
    • Fase:
      Produção de trabalhos e artigos
      Período:
      01/12/2019 a 31/07/2022
      Conclusão:
      0 %
    • Fase:
      Coleta dos dados
      Período:
      10/01/2020 a 31/07/2020
      Conclusão:
      100 %
    • Fase:
      Submissão ao comitê de ética em pesquisa
      Período:
      01/12/2019 a 31/12/2019
      Conclusão:
      100 %
    • Fase:
      Transcrição dos dados
      Período:
      10/01/2020 a 31/08/2020
      Conclusão:
      100 %
    • Fase:
      Participação em eventos
      Período:
      01/12/2019 a 31/07/2022
      Conclusão:
      0 %
    • Fase:
      Leituras e Orientações
      Período:
      01/12/2019 a 31/07/2022
      Conclusão:
      0 %
    • Fase:
      Análise dos dados
      Período:
      10/01/2020 a 31/12/2021
      Conclusão:
      0 %
  • Meta:
    Identificar os significados atribuídos ao relacionamento amoroso (namoro, união, casamento) e ao papel do homem na vida de companheiras de homens privados de liberdade.
    Período:
    01/12/2019 a 31/07/2022
    Valor:
    R$ [Não informado]
    Conclusão:
    0 %
    • Fase:
      Produção de trabalhos e artigos
      Período:
      01/12/2019 a 31/07/2022
      Conclusão:
      0 %
    • Fase:
      Coleta dos dados
      Período:
      10/01/2020 a 31/07/2020
      Conclusão:
      100 %
    • Fase:
      Submissão ao comitê de ética em pesquisa
      Período:
      01/12/2019 a 31/12/2019
      Conclusão:
      100 %
    • Fase:
      Transcrição dos dados
      Período:
      10/01/2020 a 31/08/2020
      Conclusão:
      100 %
    • Fase:
      Participação em eventos
      Período:
      01/12/2019 a 31/07/2022
      Conclusão:
      0 %
    • Fase:
      Leituras e Orientações
      Período:
      01/12/2019 a 31/07/2022
      Conclusão:
      0 %
    • Fase:
      Análise dos dados
      Período:
      10/01/2020 a 31/12/2021
      Conclusão:
      0 %
  • Meta:
    Investigar de que forma as mulheres compreendem seu papel na conjugalidade e na manutenção da relação conjugal no contexto da privação de liberdade de seus companheiros
    Período:
    01/12/2019 a 31/07/2022
    Valor:
    R$ [Não informado]
    Conclusão:
    0 %
    • Indicador:
      Conclusão do estudo e submissão dos artigos derivados
      Valor:
      3
      Conclusão:
      0
    • Fase:
      Produção de trabalhos e artigos
      Período:
      01/12/2019 a 31/07/2022
      Conclusão:
      0 %
    • Fase:
      Formatação do estudo em artigos
      Período:
      01/06/2021 a 31/07/2022
      Conclusão:
      0 %
    • Fase:
      Coleta dos dados
      Período:
      10/01/2020 a 31/07/2020
      Conclusão:
      100 %
    • Fase:
      Submissão ao comitê de ética em pesquisa
      Período:
      01/12/2019 a 31/12/2019
      Conclusão:
      100 %
    • Fase:
      Transcrição dos dados
      Período:
      10/01/2020 a 31/08/2020
      Conclusão:
      100 %
    • Fase:
      Discussão dos dados com a literatura
      Período:
      31/12/2020 a 30/06/2022
      Conclusão:
      0 %
    • Fase:
      Participação em eventos
      Período:
      01/12/2019 a 31/07/2022
      Conclusão:
      0 %
    • Fase:
      Entrevistas de devolução com os participantes
      Período:
      01/06/2021 a 31/07/2022
      Conclusão:
      0 %
    • Fase:
      Leituras e Orientações
      Período:
      01/12/2019 a 31/07/2022
      Conclusão:
      0 %
    • Fase:
      Análise dos dados
      Período:
      10/01/2020 a 31/12/2021
      Conclusão:
      0 %