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Dados Básicos
Título
Ouvido Absoluto versus Ouvido Relativo: Diferentes Estratégias para o Desenvolvimento da Percepção de Alturas em Alunos de Ensino Superior
Número do projeto
051071
Número do processo
23081.009003/2019-70
Classificação principal
Pesquisa
Data inicial
08/01/2019
Data final
08/01/2024
Resumo
Nos cursos de percepção musical, almeja-se o aprimoramento do Ouvido Relativo (OR), ou seja, a capacidade de reconhecer intervalos melódicos e harmônicos, tríades e tétrades, e progressões harmônicas. Contudo, os alunos apresentam uma grande heterogeneidade quanto às suas habilidades de percepção, sobretudo em relação à percepção de alturas, por conta da presença de alunos portadores de Ouvido Absoluto (OA). Os métodos de ensino não levam em consideração este alto grau de heterogeneidade dos alunos, sobretudo o alto grau de contraste entre portadores e não portadores de OA, levando muitos alunos a ser sentirem desmotivados. O presente projeto propõe a continuação da avaliação de um banco de dados já coletado (Germano, 2018) que testou o reconhecimento de diversas tarefas perceptivas musicais relacionadas à altura em 783 alunos de graduação em música. A proposta dessa avaliação é enriquecer a bibliografia sobre o assunto e contribuir para a pesquisa em música. Posterior a essa primeira etapa, será feita uma elaboração teórica de novas estratégias pedagógicas perceptivas musicais para o desenvolvimento do OR em estudantes de música portadores e não portadores de OA. Espera-se que essas estratégias sejam mais eficazes, aumentando a acuidade dos alunos e também o interesse em atuar ativamente para o desenvolvimento do OR (algo sentido, sobretudo, por alunos portadores de OA).
Objetivos
OBJETIVO GERAL Avaliar o banco de dados já coletado em Germano (2018) e, a partir dos resultados encontrados com auxílio de demais bibliografias, elaborar novas estratégias pedagógicas distintas para o desenvolvimento do OR em estudantes de música portadores e não portadores de OA. OBJETIVOS ESPECÍFICOS Avaliar novos parâmetros do banco de dados já coletado acerca de percepção para alturas, comparando grupos autodeclarados portadores e não portadores de OA no que diz respeito ao desempenho em tarefas que necessitam do OR. Publicar os principais achados em periódicos internacionais de alto fator de impacto. Aprimorar a metodologia de ensino atualmente utilizada para o desenvolvimento da acuidade na percepção de alturas (reconhecimento de intervalos melódicos e harmônicos, tríades e tétrades, e progressões harmônicas) em estudantes da UFSM que cursam a disciplina Percepção Musical, levando-se em consideração as particularidades perceptivas de portadores e não portadores de OA.
Justificativa
Como justificativa para o presente projeto, deve-se destacar que alguns autores apontam que o OA pode atrapalhar não só a aquisição plena do OR, mas também a aquisição de conceitos musicais específicos, além de poder dificultar a apreciação musical (PARNCUTT & LEVITIN, 2013). Conforme visto em Germano (2011), alguns estudantes de música portadores de OA pensam que poderiam ser dispensados da disciplina percepção musical (ou ao menos de parte de seu conteúdo), uma vez que grande parte do que é ensinado nessa disciplina já seria sabido e dominado, e que o desenvolvimento do OR é dispensável e que o OA seria capaz de suprir todas as suas necessidades de percepção musical (GERMANO 2011, 2015). De fato, grande parte dos exercícios melódicos e harmônicos mais simples propostos nas aulas de percepção musical para iniciantes pode, sem nenhum problema, ser respondido utilizando-se unicamente o OA. Assim, o aluno portador de OA pode se sentir desestimulado a acompanhar aulas em que o professor ensine dicas aos demais discentes para que estes possam realizar as tarefas propostas (dicas estas que fazem parte do desenvolvimento do OR), enquanto o aluno portador de OA já é capaz de realizar tais tarefas utilizando seus próprios meios. Contudo, isto muitas vezes produz uma grande deficiência, levando portadores de OA a não desenvolver o OR: uma vez que portadores de OA reconhecem alturas através de rótulos, o conceito de intervalos fica em segundo lugar, levando o portador a apenas perceber as duas alturas ouvidas isoladamente e, em seguida, calcular qual seria o intervalo entre elas, como se fosse uma conta matemática. Alguns portadores de OA não são capazes de reconhecer nem sequer intervalos simples, como uma oitava, se não puderem ouvir a altura rotulada, demostrando um subdesenvolvimento significativo da habilidade do OR. Uma vez que esses portadores, no início de seus estudos, não dispuseram de interesse ou motivação para desenvolver o OR, quando atingem um nível avançado no curso de percepção musical, começam a sentir certas dificuldades em algumas tarefas mais complexas, como o reconhecimento de funções harmônicas, a realização de transposições e modulações em ditados e solfejos, chegando até mesmo a apresentar dificuldades em tarefas mais simples como a distinção de tríades maiores e menores. Assim, o aluno se vê impotente, pois por conta de variadas limitações, não consegue utilizar apenas o OA para suprir suas necessidades. É exatamente nesse momento que tal discente percebe a necessidade de desenvolver o OR, porém, como não trabalhou de forma progressiva desde o início de seus estudos, se depara com uma enorme dificuldade (ou seja, o aluno passa subitamente do tédio à ansiedade). Essa cadeia de eventos leva alguns alunos a culpar o OA pelas suas dificuldades, dizendo que ele “atrapalha” no desenvolvimento do OR, mas o que realmente acontece é que esse portador de OA está tentando pular etapas do processo, querendo desenvolver o OR apenas para tarefas em que seu OA não é suficiente, ou seja, tarefas musicalmente mais complexas. Ao levar em consideração as particularidades perceptivas dos diferentes alunos, espera-se que as novas análises do banco de dados já coletado contribuam para resultados consistentes e auxiliem na elaboração de novas estratégias pedagógicas que sejam mais eficazes no ensino da percepção musical. Estas estratégias podem aumentar o nível médio de acuidade dos alunos de Música quanto à percepção de alturas (reconhecimento de intervalos melódicos e harmônicos, tríades e tétrades, e progressões harmônicas). Além disso, essas estratégias poderão ser aplicadas não apenas aos alunos da UFSM, mas também em outros cursos de percepção musical, seja em nível técnico ou superior, trazendo assim contribuição relevante para aprimoramento do campo da Educação Musical.
Resultados esperados
Espera-se que o presente projeto contribua academicamente em pesquisas relacionadas à percepção musical, ouvido absoluto e ouvido relativo, através dos artigos que serão redigidos. No que diz respeito à proposta de novas metodologias para a percepção de alturas, almeja-se o significativo aumento do nível médio de acuidade dos alunos de Música, no mínimo, quanto ao reconhecimento de intervalos melódicos/harmônicos, tríades em estado fundamental e primeira inversão. Espera-se que os alunos não apenas obtenham notas mais altas, mas que também demonstrem um interesse ativo maior em desenvolver atividades e exercícios para aprimorar o OR (algo que deve ser sentido, sobretudo, por alunos portadores de OA).
Projeto em âmbito confidencial
Não
Projeto superior
-
Palavra-chave 1
Percepção de Alturas
Palavra-chave 2
Ouvido Relativo
Palavra-chave 3
Ouvido Absoluto
Palavra-chave 4
[Não informado]
Tipo de evento
Não se aplica
Carga horária do curso
[Não informado]
Situação
Em andamento
Avaliação
Sem pendências de avaliação
Última avaliação
11/01/2021
Gestão do conhecimento e gestão financeira
O projeto pode gerar conhecimento passível de proteção?
Não
Propriedade Intelectual
[Não informado]
Proteção Especial
[Não informado]
Direito Autoral - Copyright
Não
O projeto contrata uma fundação? Indique a fundação
Não necessita contratar fundação
Classificações
Tipo
Classificação
Classificação CNPq
8.03.03.00-5 MÚSICA
Linha de pesquisa
84.00.00 MÚSICA
Quanto ao tipo de projeto de pesquisa
2.05 Projeto de Pesquisa e Ensino

Plano Gestão
Objetivo Estratégico
PDI 2016-2026 - Desafios
Inovação, geração de conhecimento e transferência de tecnologia
PDI 2016-2026 - Desafios
Internacionalização
Participantes
Matrícula Nome Função Carga Horária Período
@{matricula} @{pessoa.nomePessoa} @{funcao.descricao} @{cargaHoraria} h/semana @{dataInicial|format=dd/MM/yyyy} a @{dataFinal|format=dd/MM/yyyy}
Órgãos
Unidade Função Período
@{descricao} @{funcao.descricao} @{dataInicial|format=dd/MM/yyyy} a @{dataFinal|format=dd/MM/yyyy}
Plano de Trabalho
Metas/Indicadores/Fases
  • Meta:
    Análise de Dados e Publicações de Resultados
    Período:
    08/01/2019 a 08/01/2024
    Valor:
    R$ [Não informado]
    Conclusão:
    20 %