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Dados Básicos
Título
A ARTE E A POÉTICA DO PLANTIO
Número do projeto
049578
Número do processo
23081.030554/2018-11
Classificação principal
Pesquisa
Data inicial
01/05/2018
Data final
25/12/2018
Resumo
A arte, inserida em um contexto histórico, dialoga e contextualiza-se com o cotidiano. A atividade artística contemporânea, dentro de suas diversas características e abordagens, enfoca temas atuais, dentre eles a sustentabilidade. O presente projeto de pesquisa, tem como propósito dar continuidadeao plantio de árvores nativas do Rio Grande do Sul no Campus da UFSM, enfocando a arte ambiental e fazendo reflexões a cerca desse processo.
Objetivos
3.1 OBJETIVO GERAL Produzir uma poética artística de cunho pessoal, por meio doplantio de árvores nativas do Rio Grande do Sul no campus da UFSM, dando ênfase as ações de sustentabilidade ligadas ao processo artístico, enfocando a arte no contexto da contemporaneidade. 3.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS Registrar, através de relatórios e fotos, o processo de plantio, número de mudas plantadas e o crescimento das mesmas. Pesquisar a relação das espécies nativas plantadas com a fauna e a flora. Produzir relações entre as ações de interferência no espaço público com as ações poéticas de sustentabilidade no campus da UFSM. Pesquisar na história da arte, artistas que enfocaram ou enfocam no seu processo artístico a fusão e integração com a natureza. Refletir acerca do processo de plantar, interferir, produzindo visualidade e percepção para além do tempo presente.
Justificativa
Há uma necessidade iminente de mudanças de comportamento em relação ao meio ambiente, quer por ações práticas, quer por conscientização de atos do cotidiano, pois as práticas sociais vêm impactando e promovendo ambientes ecologicamente desequilibrados. A arte, estando em consonância com o contexto histórico e características culturais da sociedade, tenta, através das suas linguagens, confrontar a preocupação com os aspectos relevantes quanto à proteção ambiental e sustentabilidade, consolidando a atuação artística voltada para tais questões. Há uma transversalidade entre a arte e as questões do cotidiano, entre elas, as questões ambientais e como vemos a natureza a partir das questões socioculturais. Para Seidel (2016, p. 52-62) a arte busca caminhos de inserção no contexto, permitindo que o artista se expresse através das mais variadas formas, interagindo com o cotidiano, saindo dos museus e indo ao encontro de temas que fazem as pessoas refletirem, sendo que o contexto se torna a própria matéria da atividade artística. Segundo FREDDI (20-?), o campo das artes tornou-se suficientemente aberto e transitivo para comportar um exercício criativo bastante diferente daquele transcrito pela tradição, sendo que não permite ser regulada por normas restritas. Conforme a mesma autora, as obras voltadas para o meio ambiente surgiram a partir das preocupações ambientais, sendo que muitas vezes, remetendo à conscientização e percepção da natureza como sendo um fato sócio cultural.A arte toma forma sob o aspecto social, político e educacional, pois está inserida em um contexto histórico. O fazer artístico perpassa por caminhos que, mais do que enfoque estético, preocupa-se com o fazer histórico processual. O ato de se fazer arte implica em ações determinadas pelo tempo e espaço em que o artista está inserido. Desde a década de 60 alguns artistas já estavam sendo influenciados pelos aspectos ambientais e, de certa forma, atualmente constituem uma tendência da contemporaneidade. O conceito de sustentabilidade, após estudos (a partir da década de 70) que se referiam à Economia Ambiental e Economia dos Recursos que falharam em seus objetivos, foi construído, a partir desses e de forma transdisciplinar, como um novo campo de estudos em constante evolução, não existindo um conceito único. (MIKHAILOVA, 2004). As preocupações ambientais permeiam as abordagens no mundo da arte desde a década de 60. Entre 1965 e 1978, o artista Alan Sonfist, com sua obra Time Landscape, procurou recriar em um terreno baldio a paisagem do período pré-colonial, por meio de árvores nativas, transformando o espaço de 25X40 pés em um pulmão vegetal em meio ao concreto da metrópole. Uma intervenção que mantem uma linguagem cada vez mais atual, fazendo refletir sobre o estar no mundo. (DIELEMAN, 2006, p.125). Mais recentemente, FransKrajcberg, artista ativista e defensor da mata brasileira, fez de sua arte mais do que um processo estético, fez dela um projeto ético voltado para a ressignificação dos valores individuais de sensibilidade e de criatividade. Minha preocupação ambiental é expressa através da intervenção no meio no qual estou inserida. Atualmente, uma vez por semana, faço o plantio de 5 a 10 mudas de árvores nativas. Essa atividade teve como propósito inicial a realização do trabalho colocado pela professora Rebeca Stumm, na disciplina de Fundamentos II, onde havia a necessidade de ações que se repetissem ao menos duas vezes na semana e ao longo do semestre, enfocando, ao final, o processo envolvido na ação. Como realização desta proposta, após relatar minha ideia inicial ao professor coordenador do Colégio Politécnico, Cláudio Renato SchlesnerKelling, este encaminhou-me ao funcionário Erli Bolzan e conforme orientações recebidas, comecei a efetuar o plantio de árvores nativas da região no campus da UFSM, sendo que até o presente somam-se 470 mudas. Meu histórico familiar também justifica o plantio, pois meu avô e descendentes cultivavam arroz nas várzeas próximas ao Rio Vacacaí, no interior da cidade de São Sepé. Essas lavouras estavam diretamente ligadas à mata que ficava às margens do rio, pois sua irrigação, feita com máquina estacionária a vapor, utilizava a madeira disponível para o funcionamento,provocando entre as décadas de 40 e 70, abertura de clareiras na mata devido ao desmatamento. Nas décadas seguintes, após a utilização de outros mecanismos para a irrigação e mudanças de leis ambientais, percebeu-se a recuperação da mata. Atualmente pode-se verificar a recomposição natural e equilíbrio do ambiente. Já na universidade, durante a realização do curso de Educação Física, na década de 90, não percebia nenhuma ação de plantio de árvores nativas no campus da UFSM, sendo que as matas que havia eram plantações de eucalipto ou pinus. As poucas árvores nativas limitavam-se às margens das sangas que cortam o campus, o que fazia com que a sensação térmica fosse bem elevada. Segundo CRESTANA (2007, p.2,3), quando há a inserção de um sistema de verde urbano, há benefícios para o ecossistema e melhorias para a qualidade de vida, melhorando o conforto higrotérmico e psicológico dos habitantes que usufruem dos espaços arborizados, pois a beleza do espaço arborizado propicia abrigo a grande número de seres vivos e redução de ruídos. A UFSM, além de seus frequentadores habituais ao logo da semana, recebe nos finais de semana, a comunidade santa-mariense. Pessoas que buscam lazer e descontração nos espaços do campus encontram um ambiente amplo e áreas verdes, diferente do espaço urbano em que a maioria habita. Para que houvesse maior conforto nessa área de convívio houve a inserção de banco nas áreas de convívio e nos entornos das árvores nativas que foram plantadas, sendo que além do conforto físico há o conforto térmico. Segundo MILANO & DALCIN (2000 p.25 apud SCHUBERT, 1979), um grupo de árvores contribuem para a melhoria do microclima, pois além do local não haver aquecimento provocado pelo sol direto, há a evapotranspiração que influencia na temperatura do ar, diminuindo em até 10ºC entre as áreas bem arborizadas. Para Biondi (2008, p.33) as áreas verdes urbanas públicas são compostas por praças, parques, trevos, bosques, entre outros e a qualidade e quantidade dessas áreas são indicativos de conscientização dos órgãos públicos e população da cidade. Conforme Santo e Teixeira (2001, p.11, 12), as árvores através de sua diversidade de formas, cores e aromas, identificam os locais e qualificam os espaços. Cada cidade é uma paisagem, onde elementos culturais e naturais se complementam e são indissociáveis. Segundo os mesmos autores, os conjuntos arbóreos conferem um caráter plástico à paisagem e firmam um conforto ambiental. Para que haja um convívio harmônico entre população e “verde” é preciso planejamento do espaço urbano, permitindo a presença de vegetação além de monitoramento e preservação, pois as árvores urbanas tornam-se patrimônio, cujo cuidado compete a todos, pois elas contam a história e dela fazem parte. Segundo SILVA (2005 p.19,26), a arte pública, tendo como base a abordagem artística em espaços urbanos, vem evidenciando o diálogo entre a comunidade e a interferência do artista, referenciando a cidadania e consequente melhoria da qualidade de vida, vivenciando uma visão poética, subjetiva com possibilidade de interferência espacial e na vida comunitária. Conforme o mesmo autor, a modernidade ou contemporaneidade abre caminho para propostas artísticas como forma de denuncia, apontando a produção de uma nova arte de resistência e efêmera.Ao romper a terra com a pá cria-se um espaço de vida, seja de forma prática, seja de forma subjetiva. As expectativas lançadas na terra remetem à possibilidade do tempo de espera, sendo uma promessa de sucesso ou fracasso. Ao definir esse espaço de colocação é preciso escolhas, onde o sucesso está atrelado ao terreno, ao tamanho da muda de árvore e fatores de riscos naturais. Isso torna o plantio como sendo uma incógnita. Ao retornar ao local não há como prever as condições que as mudas apresentarão. A vida é um complexo processo de crescimento e transformação, num ciclo de renovação constante. Considerar essa uma ação que planta, projeta e aciona a continuidade de um fazer que estabelece relações com o espaço e com os elementos integrantes do tempo, ampliandoo contexto das práticas artísticas na contemporaneidade.
Resultados esperados
Efetuar o plantio do maior número de mudas até o final do período proposto. Produzir material bibliográfico de pesquisa a cerca do processo realizado. Produzir em processo relações entre o plantio e o poético artístico de plantio como prática que possui implicâncias no espaço público, na interação entre a arte e a sustentabilidade. Publicações e apresentações com divulgação da proposta.
Projeto em âmbito confidencial
Não
Projeto superior
-
Palavra-chave 1
arte contemporanea
Palavra-chave 2
ambiental
Palavra-chave 3
,plantio
Palavra-chave 4
sustentabilidade
Tipo de evento
Não se aplica
Carga horária do curso
[Não informado]
Situação
Concluído/Publicado
Avaliação
Sem pendências de avaliação
Última avaliação
11/09/2019
Gestão do conhecimento e gestão financeira
O projeto pode gerar conhecimento passível de proteção?
Não
Propriedade Intelectual
[Não informado]
Proteção Especial
[Não informado]
Direito Autoral - Copyright
Não
O projeto contrata uma fundação? Indique a fundação
Não necessita contratar fundação
Classificações
Tipo
Classificação
Classificação CNPq
8.03.02.00-9 ARTES PLÁSTICAS
Grupo do CNPq
027 Pesquisa em artes: momentos-específicos
Linha de pesquisa
82.10.00 ARTE E VISUALIDADE
Quanto ao tipo de projeto de pesquisa
2.06 Projeto de Pesquisa e Extensão
Objetivos Sustentáveis da ONU
17 Parcerias e Meios de Implementação

Plano Gestão
Objetivo Estratégico
PDI 2016-2026 - Desafios
Educação inovadora e transformadora com excelência acadêmica
Participantes
Matrícula Nome Função Carga Horária Período
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Órgãos
Unidade Função Período
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Plano de Trabalho
Metas/Indicadores/Fases
  • Meta:
    1 - Desenvolvimento e execução do projeto
    Período:
    01/05/2018 a 25/12/2018
    Valor:
    R$ [Não informado]
    Conclusão:
    100 %