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Dados Básicos
Título
Programa de Acompanhamento do Processo de Incubação - IS/UFSM
Número do projeto
048164
Número do processo
23081.006365/2018-28
Classificação principal
Extensão
Data inicial
08/02/2018
Data final
01/10/2019
Resumo
A Incubadora Social da UFSM (IS-UFSM) propõe-se a apoiar grupos de sujeitos em situação de vulnerabilidade social e em fase de organização solidária, fornecendo o suporte necessário para o desenvolvimento das propostas acolhidas para incubação dentro das seguintes linhas de atuação: a) Economia Popular Solidária; b) Agroecologia e Agroindústria Familiar; c) Projetos Culturais e Formação Cidadã. O presente programa se apresenta como um instrumento para viabilização especialmente das ações formativas, mas também de outras previstas nos planos de trabalho dos grupos incubados, constituindo-se como um suporte para os responsáveis institucionais que acompanham o trabalho desses grupos. Pretende-se assim facilitar a integração entre ensino, pesquisa e extensão, tendo como base os princípios que norteiam a ação da IS-UFSM, quais sejam: participação, solidariedade, autonomia, autogestão e sustentabilidade socioambiental (social, ambiental, cultural e econômica).
Objetivos
Acompanhar e avaliar o trabalho dos grupos incubados; Fortalecer e qualificar a atuação do colegiado, dos responsáveis institucionais, e da equipe de trabalho da IS-UFSM; Viabilizar e apoiar a realização de atividades de capacitação e formação propostas pelos grupos incubados e seus responsáveis institucionais; Possibilitar a troca de experiência entre os grupos incubados; Promover a interação dos grupos incubados com a comunidade acadêmica; Provocar a discussão e a reflexão sobre as questões sociais em evidência entre os grupos incubados; Identificar demandas que possam suscitar projetos de pesquisa, ensino e/ou extensão; Estimular a realização de projetos visando ao atendimento das demandas identificadas no processo de incubação.
Justificativa
Desde agosto de 2017, mês em que se iniciou efetivamente o processo de incubação dos dez grupos selecionados, a IS-UFSM tem realizado várias atividades com vistas à concretização dos objetivos propostos. Contudo, muitas dessas ações dependem de um processo formativo ainda em curso, que inclui capacitações em áreas específicas, e outras formações de ordem mais geral envolvendo questões relacionadas à incubação social, tanto no campo teórico quanto prático. Muitas dessas atividades são organizadas/propostas pelos próprios grupos e seus responsáveis institucionais, tendo a Incubadora Social como suporte e balizadora dessas ações. Em vista disso, torna-se indispensável uma proposta de acompanhamento do processo de incubação, pois é esse acompanhamento que vai garantir que o percurso de cada grupo incubado o leve a alcançar os objetivos propostos, tendo como base uma metodologia de incubação adequada para tal. Nesse sentido, o presente projeto prevê a organização de várias oficinas e atividades conjuntas, com o objetivo de contribuir com a formação/capacitação dos sujeitos envolvidos, propiciando não apenas o aprimoramento das práticas profissionais e as trocas entre os grupos e colaboradores1, como também o aprofundamento de questões essenciais ao trabalho na perspectiva adotada pela IS-UFSM. Concomitantemente a esse trabalho de acompanhamento e formação dos grupos, devem ser organizados eventos de formação envolvendo também a comunidade acadêmica, com o objetivo de sensibilizar/mobilizar mais alunos, professores e técnicos para integrar o conjunto de colaboradores da IS-UFSM. Essa sensibilização torna-se necessária uma vez que as ações previstas nos planos de trabalho dos grupos incubados demandam um esforço coletivo, organizado e colaborativo no sentido de compreender e buscar soluções para os complexos problemas que os grupos vêm colocando para a instituição. As primeiras parcerias estabelecidas internamente (dentro da UFSM) já colocaram em evidência o grande desafio que é atender as comunidades vulneráveis. Adequações de toda ordem precisam ser feitas, especialmente no que diz respeito à acessibilidade e à linguagem utilizada na exposição dos conteúdos das formações, já que o trabalho envolve diferentes culturas e modos de organização (e mesmo idiomas diferentes, no caso dos indígenas), e é preciso conciliar e promover o diálogo produtivo entre diferentes sujeitos, como visões de mundo muitas vezes divergentes. A dificuldade para realizar tudo isso, na prática, já evidencia a fragilidade das instituições para o atendimento dos problemas colocados pelos grupos em vulnerabilidade social. Isso mostra que processo de incubação, para além do benefício das comunidades atendidas, representa um importante salto qualitativo no trabalho da universidade junto a esses grupos: à medida que se aproxima e se volta especificamente para as demandas de grupos em vulnerabilidade social, a instituição se coloca em posição de melhor compreendê-las e assim contribuir para a construção de soluções mais efetivas. Nessa perspectiva, a IS-UFSM, juntamente com seus colaboradores, tem adotado a escuta sensível como estratégia de atuação junto aos grupos, o que também se coaduna com a abordagem freiriana, que coloca o diálogo horizontal, não subordinativo, como fundamento do processo de educação popular. Dessa forma, as comunidades são efetivamente ouvidas, e todas as linhas de ação são traçadas levando-se em conta as necessidades expressas e as estratégias construídas coletivamente a partir do diálogo. Esse processo não exclui a problematização de conceitos e práticas, mas essa problematização surge como fruto da reflexão que tem lugar na interação ente os sujeitos envolvidos. Dessa forma, rompe-se com a concepção de extensão como algo que se “estende” à comunidade, e adota-se a postura defendida por Paulo Freire em Extensão ou comunicação? (1983): extensão como comunicação entre sujeitos que estão igualmente aptos a compartilhar seus saberes e construir conhecimento, já que, como salienta Freire, “A educação é comunicação, é diálogo, na medida em que não é a transferência de saber, mas um encontro de sujeitos interlocutores que buscam a significação dos significados”. Dessa forma, a tomada de consciência se dá à medida que os sujeitos travam entre si e o mundo relações de transformação, única forma pela qual, segundo Freire, pode instaurar-se a conscientização. Esta é a razão pela qual, para nós, a “educação como prática da liberdade” não é a transferência ou a transmissão do saber nem da cultura; não é a extensão de conhecimentos técnicos; não é o ato de depositar informes ou fatos nos educandos; não é a “perpetuação dos valores de uma cultura dada”; não é o “esforço de adaptação do educando a seu meio”. Para nós, a “educação como prática da liberdade” é, sobretudo e antes de tudo, uma situação verdadeiramente gnosiológica. Aquela em que o ato cognoscente não termina no objeto cognoscível, visto que se comunica a outros sujeitos, igualmente cognoscentes. (FREIRE, 1983) Da mesma forma, as pesquisas que tiverem lugar ao longo desse processo devem atender aos pressupostos que embasam a relação da IS-UFSM com os grupos incubados. Dentro dessa lógica, os estudos realizados devem se constituir como produto desse diálogo, do qual fazem parte tanto o acadêmico pesquisador quando a comunidade que lhe coloca os problemas de pesquisa. O resultado da pesquisa deve assim consistir numa resposta construída coletivamente aos problemas identificados, ou seja, uma solução efetiva para problemas reais. Esses problemas já têm fornecido vários elementos para projetos de pesquisa que, uma vez concluídos, poderão reverter em benefício para essas e outras comunidades. Ou seja, é significativo o potencial de criação de novas tecnologias sociais, as quais, segundo Renato Peixoto Dagnino, consistem em “produtos, técnicas ou metodologias reaplicáveis, desenvolvidas na interação com a comunidade e que representem efetivas soluções de transformação social” (2009, p. 310), soluções essas que poderão ser úteis em outros contextos, que extrapolem os limites de atuação da IS-UFSM. É preciso ter presente que a universidade, através de suas ações de ensino, pesquisa e extensão, estende modelos de sociedade. Nesse sentido, Dagnino (2009) defende a necessidade de um profundo redimensionamento da Universidade, caso essa ou setores desta resolvam engajar-se no enfrentamento de demandas, de problemas dos setores sociais historicamente ignorados. Dentre outras coisas, defende a necessidade de, considerando o tripé ensino-pesquisa-extensão, iniciar pela extensão, mas não no sentido de estender para fora o que se produz dentro, mas na perspectiva de uma verdadeira interação entre comunidade e universidade. Em síntese, a busca da relevância social da Universidade passa pelo redimensionamento do tripé ensino-pesquisa-extensão, bem como pela concepção de pesquisa que se pretende produzir. Segundo Dagnino, é necessária uma reorientação da pesquisa, com a adoção de uma abordagem diferenciada, não mais orientada por disciplinas, mas sim por problemas: a pesquisa que é realizada é disciplinar, é orientada por disciplinas, não é orientada por problemas. É sabido – e é questão de se refletir também – que nenhum problema social vem com uma etiqueta que diga “eu sou da sociologia”, “eu sou da economia”, “eu sou da antropologia”. Se fosse assim seria fácil: bastaria conduzir os problemas aos departamentos correspondentes na universidade e os cientistas os decifrariam. Os problemas são multidisciplinares. Contudo, a universidade segue compartimentalizando-os em departamentos. Isso porque o seu modo de atuar e de pesquisar não é por problema, e sim por disciplina. (DAGNINO, 2009, p. 284-285) Afinada com as ideias acima defendidas, a Incubadora Social da Universidade Federal de Santa Maria (IS/UFSM) estabeleceu entre seus objetivos a necessidade de “vivenciar outra concepção de universidade: comprometida com as demandas de grupos sociais historicamente ignorados, mediante a transformação dessas demandas em problemas de pesquisa e processos educativos”. Para tanto, uma das estratégias é a criação de Disciplinas Complementares de Graduação baseadas em questões oriundas do trabalho desenvolvido junto aos grupos incubados, bem como o estímulo ao desenvolvimento de pesquisas que venham a responder aos problemas reais vivenciados por esses grupos. Conforme o Regimento Interno da Incubadora, cabe ao responsável institucional “estimular a articulação do projeto incubado com pesquisas de mestrado e doutorado na Universidade”. Dessa forma, os problemas colocados pelos grupos incubados acabarão por gerar problemas/projetos de pesquisa, a serem orientados pelos responsáveis institucionais ou outros colaboradores que venham a atuar junto aos grupos atendidos. Ao evidenciar a importância da extensão universitária, através de conexões que possam ampliar o leque de contribuições recíprocas entre as comunidades interna e externa à universidade, a ação da IS-UFSM pode ser considerada um espaço privilegiado também para a formação dos estudantes, assim como de todos os envolvidos, na medida em que possibilita a interlocução entre diferentes atores sociais e amplia as possibilidades de construção coletiva de conhecimentos socialmente relevantes. Com as fronteiras entre extensão, pesquisa e ensino assim diluídas, as ações desse tripé estarão girando em torno de demandas sociais muitas vezes negligenciadas pelo fazer tradicional da Universidade. Essas demandas/problemas reais passarão a desempenhar um duplo papel dentro do processo de incubação: alimentarão ações de pesquisa e ensino, sem perder de vista o compromisso da universidade pública "com a transformação da sociedade brasileira em direção à justiça, à solidariedade e à democracia" (Política de Extensão da UFSM, 2007). Dessa maneira, espera-se que o tripé ensino-pesquisa-extensão de fato se equilibre, de modo a garantir a tão proclamada indissociabilidade das três dimensões que devem sustentar a atuação da universidade.
Resultados esperados
Aspectos Quantitativos Acompanhamento do trabalho de grupos incubados Efetivação de parcerias para a execução dos planos de trabalho aprovados (pelo menos um parceiro por grupo) Realização de pelo menos duas (2) formações para os responsáveis institucionais e externos dos grupos incubados Realização de pelo menos duas (2) reuniões de formação para o colegiado gestor com a equipe de trabalho da IS-UFSM Realização de pelo menos dois (2) eventos gerais de formação envolvendo todos os grupos incubados Promoção de pelo menos um (1) evento aberto envolvendo grupos incubados e a comunidade acadêmica Realização de pelo menos duas (2) feiras ou mostras de produtos/serviços de grupos incubados na IS-UFSM Participação em pelo menos um (1) evento para apresentação de resultados da Incubadora Social, preferencialmente envolvendo os grupos incubados Elaboração de pelo menos dois (2) projetos de pesquisa oriundos das demandas dos grupos incubados Aspectos Qualitativos Qualificação/aprimoramento do trabalho dos grupos incubados Envolvimento dos responsáveis institucionais com os grupos incubados Interação entre os grupos incubados Interação dos grupos incubados com a comunidade acadêmica Sensibilização da comunidade acadêmica para as questões sociais Consolidação e qualificação do colegiado gestor Qualificação da equipe de trabalho da IS-UFSM
Projeto em âmbito confidencial
Não
Projeto superior
-
Palavra-chave 1
incubadora social
Palavra-chave 2
incubação
Palavra-chave 3
acompanhamento
Palavra-chave 4
metodologia
Tipo de evento
Não se aplica
Carga horária do curso
[Não informado]
Situação
Concluído/Publicado
Avaliação
Sem pendências de avaliação
Última avaliação
16/01/2020
Gestão do conhecimento e gestão financeira
O projeto pode gerar conhecimento passível de proteção?
Não
Propriedade Intelectual
[Não informado]
Proteção Especial
[Não informado]
Direito Autoral - Copyright
Não
O projeto contrata uma fundação? Indique a fundação
Não necessita contratar fundação
Classificações
Tipo
Classificação
Classificação CNPq
6.02.03.00-5 ADMINISTRAÇÃO DE SETORES ESPECÍFICOS
Caracterização das ações de extensão
01.01 Programa Institucional (Reitoria)
Áreas temáticas e linhas de extensão
08.00 TRABALHO
Áreas temáticas (nova política de extensão/2008)
04 Desenvolvimento Regional
Linhas de extensão (nova política de extensão/2008)
29 Empreendedorismo

Plano Gestão
Objetivo Estratégico
PDI 2016-2026 - Desafios
Desenvolvimento local, regional e nacional
Participantes
Matrícula Nome Função Carga Horária Período
@{matricula} @{pessoa.nomePessoa} @{funcao.descricao} @{cargaHoraria} h/semana @{dataInicial|format=dd/MM/yyyy} a @{dataFinal|format=dd/MM/yyyy}
Órgãos
Unidade Função Período
@{descricao} @{funcao.descricao} @{dataInicial|format=dd/MM/yyyy} a @{dataFinal|format=dd/MM/yyyy}
Cidades de atuação
Cidades
Cidade
UF
Período
Santa Maria
RS
08/02/2018 a 31/12/2021
Público alvo
Público alvo
10
Tipo de público
Sexo
Feminino
Masculino
Gênero
Feminino
Masculino
Faixa Etária
Adulto
Criança
Adolescente
Idoso
Nível de Escolaridade
Analfabeto
Analfabeto funcional
Educação infantil (Creche - até 3 anos; Pré-Escola - 4 e 5 anos)
Ensino Fundamental
Ensino Médio
Ensino Superior
Estratificação Social
Alta vulnerabilidade social
Baixa vulnerabilidade social
Domicilio/ Residência
Rural
Urbana
Plano de Trabalho
Metas/Indicadores/Fases
  • Meta:
    1 - Acompanhamento do trabalho de grupos incubados
    Período:
    08/02/2018 a 31/12/2021
    Valor:
    R$ 0,00
    Conclusão:
    100 %
    • Indicador:
      Número de grupos atendidos
      Valor:
      10 Número
      Conclusão:
      10 Número