Visualizar projeto

Dados Básicos
Título
Mapeamento Geomorfológico como um instrumento de gestão territorial para o município de Vacaria, RS.
Número do projeto
047871
Número do processo
23081.050794/2017-51
Classificação principal
Pesquisa
Data inicial
06/03/2017
Data final
06/12/2019
Resumo
O planejamento territorial, tanto em áreas urbanas quanto rurais, deve considerar às particularidades naturais da área e sua suscetibilidade aos problemas ambientais. O conhecimento detalhado do meio físico é um poderoso instrumento de gestão territorial, uma vez que, com base nessas informações podem ser definidas áreas que ordenariam com menor impacto um determinado uso da terra. Os estudos geomorfológicos de detalhe são ferramentas indispensáveis ao planejamento territorial, entre eles o ambiental. Um dos seus objetivos é o manejo das áreas mais suscetíveis à erosão, principalmente quando é feita uma análise integrada com outros fatores geoambientais, como as informações pedológicas e de uso da terra. A classificação taxonômica tem por finalidade a representação do relevo, quanto a suas formas estruturais e esculturais, buscando apresentar uma proximidade máxima à realidade. Nesse contexto, podemos dizer que a compartimentação geomorfológica nos possibilita uma visão integrada do ambiente, pois considera as variáveis responsáveis pela estrutura e escultura resultante do meio físico. Nesse sentido, Casseti (1981) a perspectiva da visão da organização geomorfológica para estabelecer uma síntese da compartimentação e seus reflexos na ocupação do solo. O propósito de estudar o relevo através das formas de modelado (classificação taxonômica) justifica-se no sentido de que a relação entre a erosão e a rede de drenagem é bastante estreita, permitindo qualificar a configuração da rede de drenagem como resultada do trabalho erosivo. Ross (2003) destaca que essas formas por mais que pareçam ser iguais, elas são dinâmicas e se manifestam no espaço de modo diferenciado face às combinações e interferências múltiplas dos demais componentes desse meio. A cartografia geomorfológica é um dos mais importantes veículos de comunicação e análise do relevo permitindo a compreensão das formas, gênese e processos atuantes. Um adequado mapeamento geomorfológico é essencial para o planejamento territorial e ambiental porque compreende os processos que atuaram na formação do modelado, e representam a sua dinâmica atual, de importância ímpar para a indicação de áreas favoráveis ou não ao desenvolvimento das atividades humanas. Nesse sentido, será utilizada a sistemática da classificação taxonômica do relevo proposta por Ross (1992), fundamentada em Gerasimov (1946) e Mecerjakov (1968). A finalidade é de que estas informações sejam consideradas para auxiliar no planejamento territorial do município e na definição de parâmetros para o planejamento territorial. Assim, a classificação taxonômica tem como objetivo representar o relevo em seus aspectos fisionômicos, relacionando-os com as informações da morfogênese. Desta forma, pode-se estabelecer uma ordem cronológica de tempo geológico, partindo-se da formação mais antiga (Unidade Morfoestrutural) até a mais recente (formas de processos atuais). A área selecionada para o estudo é o município de Vacaria, situado na região nordeste do Estado do Rio Grande do Sul, entre o Rio Pelotas e o Rio das Antas, em uma região do Planalto, a uma altitude de 962 metros, assentado sobre litologias da formação Serra Geral, na região geomorfológica Planalto das Araucárias. Com uma área de 2.124.582 km² , o município tem sua economia baseada nas atividades primarias, sendo que estas exercem papel fundamental no desenvolvimento econômico local, caracterizando-se pela forte exploração da pecuária, dada suas peculiaridades de relevo e suas tradições ligadas à história da origem do município. Contudo, em razão de boa aptidão agrícola de seu solo, bem como da transformação do cenário político-econômico para o setor agropecuário, nos últimos anos a produção de grãos vem se expandindo, especialmente com as culturas de soja, milho e trigo. Destaca-se também a fruticultura, especialmente a cultura da maçã, que se tornou em poucos anos, a principal cadeia produtiva do município. Há ainda, no município, a produção de uva, ameixa, pêssego, nectarina e laranja. Com considerável expansão em período recente, tem-se a produção de pequenos frutos, tais como amora-preta, mirtilo, framboesa, physalis e morango.
Objetivos
Objetivo geral Mapear as diferentes formas de relevo do município de Vacaria, RS, buscando contribuir para o planejamento territorial e ambiental da área de estudo. Objetivos específicos Elaborar o mapeamento do relevo do município de Vacaria, RS com base na classificação taxonômica proposta por Ross (1992) até o 4º o táxon; Caracterizar o município com mapas básicos de hipsometia, declividade, solos e geologia. Analisar a geomorfologia do município de Vacaria a partir de um mapa geomorfológico em escala de 1:50.000.
Justificativa
A Cartografia Geomorfológica se constitui em importante instrumento na espacialização dos fatos geomorfológicos, permitindo representar a gênese das formas do relevo e suas relações com a estrutura e processos, bem como com a própria dinâmica dos processos, considerando suas particularidades. A geomorfologia é a ciência que analisa e interpreta a geometria, a gênese e os processos que atuam nas formas de relevo, bem como a interação dessas com os demais componentes do meio físico e com as atividades humanas. Segundo Christofoletti (1980) as formas de relevo sobre a superfície terrestre resultam de processos atuais e pretéritos, originando-se a partir das forças endógenas – resultantes da dinâmica interna da Terra, e das forças exógenas – resultantes da dinâmica externa. Um adequado mapeamento geomorfológico é essencial para o planejamento territorial e ambiental porque compreende os processos que atuaram na formação do modelado, e representam a sua dinâmica atual, de importância ímpar para a indicação de áreas favoráveis ou não ao desenvolvimento das atividades humanas. Diante da grande multiplicidade do modelado terrestre, as representações das suas formas demandam diferentes métodos de trabalho. Além da identificação das formas, as preocupações do mapeamento geomorfológico dizem respeito à representação da sua gênese, idade e os processos morfogenéticos atuantes. Dessa maneira, a metodologia que será utilizada para a elaboração desse estudo baseia-se na proposta de ROSS (1992, in ROSS & MOROZ, 1997), sendo que tal proposta metodológica, por sua vez, está atrelada nos conceitos de morfoestrutura e morfoescultura propostos por GERASIMOV & MACERJAKOV (1968, in ROSS & MOROZ, 1997), onde se considera que a ordem taxonômica do relevo é baseada em 06 (seis) táxons. Segundo esta metodologia, o conteúdo de cada nível taxonômico analisado fica assim caracterizado: Ao passo que as morfoestruturas são esculpidas pela ação dos processos exógenos, como os climas pretéritos e atuais, caracterizam-se as morfoesculturas. Apoiados nestes dois conceitos são delimitados os dois primeiros níveis taxonômicos: 1º unidades morfoestruturais e 2º unidades morfoesculturais. É importante lembrar que numa única morfoestrutura por razões tectônicas e estratigráficas os tipos litológicos são variados. E mais, como as morfoesculturas são resultados de climas pretéritos e atuais, certamente existirá uma infinidade de formas num modelado extremamente diverso. Neste caso, os compartimentos do relevo posicionados numa mesma morfoescultura, mas que possuem padrões de formas semelhantes entre si, mas diferentes das demais, como o formato das vertentes, a rugosidade topográfica são classificados no 3º táxon. As formas semelhantes identificadas no terceiro táxon serão individualizadas com maior detalhamento no 4º táxon cuja identificação dos padrões morfométricos e morfológicos serão critérios para diferenciá-las. No 5º táxon as vertentes desde o topo até a sua base são individualizadas até que se chegam ao 6º táxon onde as formas menores, produzidas pelos processos erosivos são mapeadas tais como voçorocas, ravinas, cicatrizes de deslizamentos, cortes e aterros. Assim sendo, elaborou uma estrutura na qual define que os seis táxons do relevo podem ser representados por: morfoestruturas, morfoesculturas, tipos ou padrões fisionômicos das formas.
Resultados esperados
Diversas são as metodologias que podem ser utilizadas para a classificação do relevo e elaboração de um mapa ou carta geomorfológica. De acordo com Tricart (1965), o estudo das características geomorfológicas deve abordar informações referentes à gênese e à natureza litológica do material de origem (dados morfogenéticos), sobre as formas, altimetrias, hipsometrias e declividades da área em questão (dados morfográficos e morfométricos). A representação dessas informações geomorfológicas deve ser feita de acordo com a escala de trabalho, que deve ser definida em função do tamanho da área que se pretende mapear.Deve-se, portanto, apresentar uma visão completa do relevo. Conforme a metodologia proposta por Ross (1992), essa representação do relevo é dada pela composição de uma legenda integrada, estruturada na compartimentação das formas do relevo, baseando-se nos conceitos de morfoestrutura e morfoescultura de Mercerjacov (1968), em que todo o relevo terrestre pertence a uma determinada estrutura que o sustenta e mostra um aspecto escultural que é decorrente da ação do tipo climático atual e pretérito que atuou e atua nessa estrutura. Nesse sentido a morfoestrutura e a morfoescultura definem situações estáticas, produtos da ação dinâmica dos processos endógenos e exógenos. A utilização dos conceitos de morfoestrutura e morfoescultura, permitem distinguir a diversidade das formas do relevo em grupos genéticos mais importantes. A morfoescultura é a forma como o relevo se apresenta frente a zonalidade e aos processos exógenos, ou seja, o desgaste sofrido por erosão, que esculpe as formas das colinas, morros e topos. A ação antrópica também altera a morfoescultura. As obras de urbanização, drenagem, cortes, aterros, terraplanagens, além de gerar novas formas de relevo, também pode desencadear problemas como a erosão. O uso da terra, quando empregado sem técnicas conservacionistas ou sem o manejo adequado, também pode ocasionar problemas como a erosão entressulcos e o assoreamento. Até mesmo as mudanças climáticas induzidas pela poluição podem alterar a dinâmica geomórfica. Na classificação taxonômica proposta por Ross (1992), as formas são classificadas de acordo com o grau de detalhamento em que se analisa o relevo. A classificação começa pelas grandes estruturas, ou seja, as unidades morfoestruturais, que correspondem ao 1º táxon. Em seguida, as unidades morfoesculturais, que correspondem ao 2º táxon. Detalhando-se a escala de análise, chega-se ao 3º táxon, o das unidades de padrões de formas semelhantes do relevo ou padrões de tipos de relevo. Estes táxons podem ser identificados em análises regionais, ou seja, em escalas pequenas. Cada uma das formas semelhantes de relevo analisadas individualmente corresponde ao 4º táxon e os tipos que vertentes que as compõem correspondem ao 5º táxon. A partir do 4° táxon é necessário que a análise seja feita em escalas médias ou grandes (1:50.000 ou maior). As formas de processos atuais, como erosão em ravinas e voçorocas são representadas no 6º táxon. Estas formas podem ser mapeadas por meio de aerofotos, imagens de satélite e controle de campo, e delimitadas pontualmente com GPS (Global Position System). Nesse sentido, para desenvolvimento do trabalho serão utilizados materiais e instrumentos de laboratório, aplicativos computacionais como ArcMap 9.3 e Corel Draw X3 e cartas topográficas da Diretoria do Serviço Geográfico do Exército–DSG, além de imagens de satélite como Landsat com composição de bandas 3/4/5. Na determinação dos modelados irá se tomar como referência a matriz dos índices de dissecação adaptada de Ross (1994) e Ross (1996).
Projeto em âmbito confidencial
Não
Projeto superior
046115 - OS ASPECTOS DA GEOMORFOLOGIA E DA EROSÃO HÍDRICA INFLUENCIADA POR CONDIÇÕES FÍSICAS DE SUPERFÍCIE E SUBSUPERFÍCIE EM SOLOS NA DEPRESSÃO PERIFÉRICA SULRIOGRANDENSE.
Palavra-chave 1
classificação taxonômica
Palavra-chave 2
morfoescultura
Palavra-chave 3
relevo
Palavra-chave 4
gestão municipal
Tipo de evento
Não se aplica
Carga horária do curso
[Não informado]
Situação
Concluído/Publicado
Avaliação
Sem pendências de avaliação
Última avaliação
09/01/2020
Gestão do conhecimento e gestão financeira
O projeto pode gerar conhecimento passível de proteção?
Não
Propriedade Intelectual
[Não informado]
Proteção Especial
[Não informado]
Direito Autoral - Copyright
Não
O projeto contrata uma fundação? Indique a fundação
Não necessita contratar fundação
Classificações
Tipo
Classificação
Classificação CNPq
1.00.00.00 CIÊNCIAS EXATAS E DA TERRA
Grupo do CNPq
089 Núcleo de Pesquisas em Geomorfologia e Percepção da Paisagem
Linha de pesquisa
99.00.00 LINHA DE PESQUISA INEXISTENTE
Quanto ao tipo de projeto de pesquisa
2.03 Projeto de Dissertação
Objetivos Sustentáveis da ONU
15 Vida Terrestre

Plano Gestão
Objetivo Estratégico
PDI 2016-2026 - Desafios
Gestão ambiental
Participantes
Matrícula Nome Função Carga Horária Período
@{matricula} @{pessoa.nomePessoa} @{funcao.descricao} @{cargaHoraria} h/semana @{dataInicial|format=dd/MM/yyyy} a @{dataFinal|format=dd/MM/yyyy}
Órgãos
Unidade Função Período
@{descricao} @{funcao.descricao} @{dataInicial|format=dd/MM/yyyy} a @{dataFinal|format=dd/MM/yyyy}
Plano de Trabalho
Metas/Indicadores/Fases
  • Meta:
    01 - Elaborar o mapeamento do relevo do município de Vacaria, RS com base na classificação taxonômica proposta por Ross (1992) até o 4º o táxon
    Período:
    06/03/2017 a 06/12/2019
    Valor:
    R$ [Não informado]
    Conclusão:
    100 %