Visualizar projeto

Dados Básicos
Título
“Atendimento a pré-escolares com alteração de fala no município de Santa Maria”
Número do projeto
047191
Número do processo
23081.038591/2017-97
Classificação principal
Extensão
Data inicial
04/09/2017
Data final
30/12/2022
Resumo
O presente projeto tem como objetivo realizar tratamento fonoaudiológico à comunidade pré-escolar de Santa Maria que apresente alteração de fala, como desvio fonológico e fonético, ou ambos. Justifica-se a realização do mesmo tendo em vista a grande procura de atendimento desta população no Serviço de Atendimento Fonoaudiológico da UFSM, sem muitas vezes obter atendimento imediato, pela falta de vaga. Para tanto, serão selecionados na lista de espera do referido serviço as crianças que estiverem em idade pré escolar, ou em início da fase de alfabetização, que apresentarem as patologias supracitadas, respeitando a ordem de procura pelo atendimento especializado. As crianças receberão atendimentos semanais e, ao final de cada sessão, serão realizadas reuniões com os pais para esclarecimentos em relação ao processo terapêutico, bem como sobre outros aspectos da fala (como a fala se desenvolve, causas de alteração, como prevenir alterações), evitando problemas posteriores de alfabetização
Objetivos
Os objetivos deste projeto de extensão centram-se, principalmente, em orientar pais quanto às formas de prevenção das alterações da linguagem oral (fala) e, consequentemente, de escrita, bem como o tratar precocemente as crianças com alterações fonéticas e/ou fonológicas a fim de evitar problemas na escolarização e psíquicos. Assim, tem-se como objetivos específicos:  Tratar as alterações de fala de crianças em fase pré-escolar da cidade de Santa Maria que se encontram na fila de espera do SAF para atendimento;  Orientar pais e responsáveis quanto às formas de estimulação e prevenção de alterações de fala.
Justificativa
O domínio dos fones contrastivos de uma língua ocorre em um contexto maior de desenvolvimento, como é o caso da relação da fonologia com a fonética, no qual se enfatiza a interação entre os sistemas linguísticos e de produção de fala (KENT, 1996; STRAND, 1996). A aquisição da fala, considerada normal ocorre quando a criança consegue estabelecer um sistema fonológico/fonético condizente com o alvo-adulto, ou seja, semelhante à fala do grupo social em que está inserida. Esse processo ocorre, no português brasileiro (PB), entre o nascimento e aproximadamente a idade de 5:0, de forma gradual, não-linear, e respeitando as diferenças individuais de cada infante. No PB a aquisição das diferentes classes de sons e de estruturas silábicas apresenta um padrão de evolução bem definido. As plosivas e nasais são os primeiros sons a emergir na fala do infante, seguidas das fricativas e, por último, das líquidas. Quanto às estruturas silábicas, observa-se a seguinte ordem de aquisição: CV,V >> CVV >> CVC >> CCV – sendo a estrutura do onset complexo a última a atingir a estabilidade dentro do sistema fonológico da criança. (LAMPRECHT, 2004; RIBAS, 2003; 2004; 2006). Em relação ao sistema fonético, espera-se que a criança seja capaz de produzir os fones de sua língua com adequado ponto e modo de articulação, quando o sistema fonológico está completo, entre quatro e cinco anos. Este processo é dependente do crescimento craniofacial e da maturação neuromuscular (LOCKE, 1983). A organização da produção fonética é feita primeiramente na forma holística, não havendo uma representação separada dos sons, há relação do vocábulo a um único plano motor ou escore gestual (KENT, 1996). O controle motor é exercido primeiro sobre os ajustes da laringe (podendo haver variação individual na ordem desses acontecimentos (LENNEBERG, 1975)). Conforme a ordem desses controles vai ocorrendo, a criança vai sendo capaz de produzir determinados sons: o controle sobre os ajustes da laringe e dos lábios poderia definir o surgimento de quatro sons “[p, b], som vocálico surdo e sonoro” (KENT, 1997). A partir desse perfil de aquisição, é possível perceber que algumas crianças não seguem essa sequência esperada de desenvolvimento, e seu sistema fonológico é organizado seguindo outros “caminhos”. Tem-se assim como resultado um sistema que diverge da língua-alvo, consequentemente, inapropriado em relação à fonologia da língua de seu ambiente. Essas crianças são classificadas como tendo desvios fonológicos (LAMPRECHT, 2004). A criança pode apresentar também uma produção inadequada dos sons da língua, mesmo que fonologicamente já os tenha adquirido. Essas alterações muito frequentemente decorrem de alterações no próprio sistema estomatognático. Sabe-se que desproporções esqueléticas, má oclusões e alterações nas estruturas, tônus, e mobilidade orofacial podem desencadear distorções fonéticas, tais como ceceio anterior e lateral, interdentalizações de sons alveolares, entre outros. No tratamento das alterações de fala (alterações fonéticas ou fonética/fonológica) têm-se aplicado terapia com base fonológica ou de base fonética dependendo da natureza do problema - se de organização mental ou de realização, respectivamente. No primeiro caso, os modelos terapêuticos visam promover uma reorganização do sistema abstrato de sons da criança, visto que os erros ocorridos seriam de caráter cognitivo-linguístico e de seus processos no estabelecimento de um sistema de sons contrastivos e na forma apropriada de usá-los dentro do contexto (MOTA, 2001; BAGETTI, 2005). No segundo caso, nas terapias com base articulatória, há uma atenção especial à correção articulatória. Realiza-se um trabalho de correção a partir de um treinamento multissensorial, com destaque para as funções táteis e cinestésicas. O trabalho com cinestesia e tato permite que a criança aumente sua percepção da área articulatória através da conscientização das sensações provenientes dos movimentos e contatos realizados para a produção de determinado som. Isso permite que a criança tenha condições de perceber suas produções, controlá-las e corrigi-las quando necessário (ISSLER, 1996). Esse tipo de intervenção é indicado àqueles pacientes cujo foco do problema não está na organização mental dos fones contrastivos, mas sim, na produção articulatória dos sons da fala. Muitos pais e educadores podem até achar normais esses tipos de produções alteradas de fala, acabando por imitar o “falar errado”. Reforçam, dessa forma, o erro e nem tomam consciência de que eles são os modelos para as crianças. Constata-se que a maioria dos pais e/ou responsáveis não tem conhecimento a respeito de como remediar ou evitar as alterações de fala e também não são orientados pelos profissionais da saúde (ARCOVERDE, 2001). Ainda, na área educacional, a alteração de fala pode se tornar um dos fatores desencadeantes do processo atípico de alfabetização, pois pode persistir em etapas seguintes, caracterizando um insucesso e, muitas vezes, responsável pela evasão escolar. Por isso, é da competência do profissional fonoaudiólogo, desenvolver uma função de assessoria à equipe escolar, visando sempre atingir a prevenção e de orientação em relação ao desenvolvimento da comunicação oral, bem como outros aspectos da comunicação. Percebe-se que, apesar da necessidade, tanto a atuação quanto a integração do fonoaudiólogo nas escolas ainda é pouco explorada (CORRÊA, 2001). Os casos de alteração de fala que não são evitados através de orientação devem ser tratados o mais precocemente possível, podendo-se prevenir o surgimento de dificuldades em novas etapas de aquisições em desenvolvimento. Dessa forma, com base no que foi exposto anteriormente, a realização deste projeto de extensão enfocará a terapia de fala, com o objetivo de evitar consequências maiores na vida da criança, como no processo de alfabetização, problemas emocionais, entre outros. Cada grupo será submetido à terapia de fala de referência e preconizada pela literatura da área (MOTA, 2001).
Resultados esperados
• Desenvolvimento de conhecimentos e habilidades em 200 pais ou responsáveis, no sentido de estimular a linguagem de seus filhos; • Formação dos agentes multiplicadores, no caso os pais ou responsáveis (tios, avós, tutores, entre outros); • Minimização dos casos de alteração de aprendizagem decorrentes de alteração de fala nos casos atendidos, ou seja, em torno de 200 crianças; • Diminuição do tempo de terapia nos casos de alteração de fala, através de técnicas de tratamento, aplicadas precocemente; • Diminuição da quantidade de pacientes em fila de espera do Serviço de atendimento fonoaudiológico UFSM; • Favorecer o desenvolvimento de conhecimentos e habilidades pelos alunos da graduação (pelo menos 5 alunos selecionados por edital, bolsistas e voluntários) e pós graduação (pelo menos 2 em nível de mestrado e doutorado) em fonoaudiologia da UFSM em ações de extensão.
Projeto em âmbito confidencial
Não
Projeto superior
-
Palavra-chave 1
Alteração de fala
Palavra-chave 2
Criança
Palavra-chave 3
Reabilitação
Palavra-chave 4
Orientação
Tipo de evento
Não se aplica
Carga horária do curso
[Não informado]
Situação
Em andamento
Avaliação
Sem pendências de avaliação
Última avaliação
26/01/2021
Gestão do conhecimento e gestão financeira
O projeto pode gerar conhecimento passível de proteção?
Não
Propriedade Intelectual
[Não informado]
Proteção Especial
[Não informado]
Direito Autoral - Copyright
Não
O projeto contrata uma fundação? Indique a fundação
Não necessita contratar fundação
Classificações
Tipo
Classificação
Classificação CNPq
4.00.00.00-1 CIÊNCIAS DA SAÚDE
Caracterização das ações de extensão
02 PROJETO DE EXTENSÃO
Áreas temáticas (nova política de extensão/2008)
09 Saúde
Linhas de extensão (nova política de extensão/2008)
02 Aquisição da linguagem

Plano Gestão
Objetivo Estratégico
PDI 2016-2026 - Desafios
Inclusão social
Participantes
Matrícula Nome Função Carga Horária Período
@{matricula} @{pessoa.nomePessoa} @{funcao.descricao} @{cargaHoraria} h/semana @{dataInicial|format=dd/MM/yyyy} a @{dataFinal|format=dd/MM/yyyy}
Órgãos
Unidade Função Período
@{descricao} @{funcao.descricao} @{dataInicial|format=dd/MM/yyyy} a @{dataFinal|format=dd/MM/yyyy}
Cidades de atuação
Cidades
Cidade
UF
Período
Santa Maria
RS
01/03/2018 a 30/12/2022
Público alvo
Público alvo
400
Tipo de público
Sexo
Feminino
Masculino
Gênero
Feminino
Masculino
Faixa Etária
Adulto
Criança
Nível de Escolaridade
Educação infantil (Creche - até 3 anos; Pré-Escola - 4 e 5 anos)
Estratificação Social
Baixa vulnerabilidade social
Sem vulnerabilidade social
Domicilio/ Residência
Urbana
Plano de Trabalho
Metas/Indicadores/Fases
  • Meta:
    • Desenvolvimento de conhecimentos e habilidades em 200 pais ou responsáveis, no sentido de estimular a linguagem de seus filhos no sentido de formar agentes multiplicadores;
    Período:
    04/09/2017 a 30/12/2022
    Valor:
    R$ 400,00
    Conclusão:
    50 %
    • Indicador:
      Maior informação dos pais sobre o desenvolvimento comunicativo infantil;
      Valor:
      200 questionários aplicados
      Conclusão:
      40 questionários aplicados
    • Fase:
      Fase 1 - Orientação a pais/cuidadores e terapêutica da fala
      Período:
      04/09/2017 a 03/08/2020
      Conclusão:
      40 %
  • Meta:
    • Diminuição da quantidade de pacientes em fila de espera (em torno de 200) do Serviço de atendimento fonoaudiológico UFSM
    Período:
    03/09/2018 a 30/12/2022
    Valor:
    R$ 70,00
    Conclusão:
    10 %
    • Indicador:
      Diminuição da fila de espera nos setores de Motricidade Oral e Fala do Serviço de Atendimento fonoaudiológico da UFSM;
      Valor:
      200 número de pacientes
      Conclusão:
      20 número de pacientes
    • Fase:
      Fase 2 - Efeitos secundários do trabalho de extensão
      Período:
      07/01/2019 a 30/11/2020
      Conclusão:
      40 %
  • Meta:
    • Diminuição do tempo de terapia nos casos de alteração de fala, através de técnicas de tratamento, aplicadas precocemente;
    Período:
    01/10/2018 a 30/12/2022
    Valor:
    R$ 100,00
    Conclusão:
    80 %
    • Indicador:
      Menor tempo entre o início e a alta da terapia fonoaudiológica;
      Valor:
      25 Número de sessões
      Conclusão:
      16 Número de sessões
    • Fase:
      Fase 1 - Orientação a pais/cuidadores e terapêutica da fala
      Período:
      04/09/2017 a 03/08/2020
      Conclusão:
      40 %
  • Meta:
    • Favorecer o desenvolvimento de conhecimentos e habilidades pelos alunos da graduação (pelo menos 5 alunos selecionados por edital, bolsistas e voluntários) e pós graduação (2 nível de mestrado e doutorado) em fonoaudiologia da UFSM em ações de extensão
    Período:
    04/09/2017 a 31/12/2020
    Valor:
    R$ 78,60
    Conclusão:
    100 %
    • Indicador:
      Conhecimento verificado durante as supervisões, elaboração e apresentação de trabalhos.
      Valor:
      7 alunos
      Conclusão:
      7 alunos
    • Fase:
      Fase 1 - Orientação a pais/cuidadores e terapêutica da fala
      Período:
      04/09/2017 a 03/08/2020
      Conclusão:
      40 %
  • Meta:
    • Minimização dos casos de alteração de aprendizagem decorrentes de alteração de fala nos casos atendidos, ou seja, em torno de 200 crianças;
    Período:
    04/03/2019 a 30/12/2022
    Valor:
    R$ 75,00
    Conclusão:
    40 %
    • Indicador:
      Menor número de casos de insucesso escolar.
      Valor:
      200 número de pacientes
      Conclusão:
      40 número de pacientes
    • Fase:
      Fase 2 - Efeitos secundários do trabalho de extensão
      Período:
      07/01/2019 a 30/11/2020
      Conclusão:
      40 %