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Dados Básicos
Título
OS ASPECTOS DA GEOMORFOLOGIA E DA EROSÃO HÍDRICA INFLUENCIADA POR CONDIÇÕES FÍSICAS DE SUPERFÍCIE E SUBSUPERFÍCIE EM SOLOS NA DEPRESSÃO PERIFÉRICA SULRIOGRANDENSE.
Número do projeto
046115
Número do processo
23081.016803/2017-85
Classificação principal
Pesquisa
Data inicial
12/04/2017
Data final
12/04/2023
Resumo
O relevo constitui a diversidade de formas da superfície terrestre. As formas ou conjuntos de formas de relevo participam da composição das paisagens em diferentes escalas. Relevos, ao serem observados em um curto espaço de tempo, mostram aparência estática; entretanto, estão sendo permanentemente trabalhados por processos erosivos ou deposicionais resultantes das condições climáticas existentes. A erosão é um fenômeno de superfície e, por isto, as condições físicas de superfície do solo desempenham papel primordial na mesma, dificultando-a ou facilitando-a. Práticas diferenciadas de manejo resultam em condições físicas de superfície e subsuperfície do solo distintas, as quais, por sua vez, resultam em níveis de erosão hídrica variados. As condições físicas de subsuperfície do solo são importantes, pois elas influenciam o movimento de água, calor e gases no seu interior e, decorrentemente, o escoamento superficial. As mais importantes delas são as que determinam a qualidade estrutural ou qualidade do espaço poroso do solo, notadamente a agregação e estabilidade dos agregados e a porosidade total e distribuição de tamanho de poros. Pode-se por assim dizer que a compartimentação do relevo reflete uma história climática a ser deduzida a partir de sua forma e material, entendidos como testemunhos de processos geomorfopedogenéticos. A compartimentação se traduz num produto da análise das relações naturais produzidas por seus fatores de formação e de evolução.
Objetivos
Estudar e entender os aspectos da Geomorfologia e da erosão hídrica influenciada por condições físicas de superfície e subsuperfície em solos na depressão Periférica Sulriograndense; Entender o processo de erosão hídrica superficial e subsuperficial bem como avaliar a dinâmica de vertentes; Estabelecer a compartimentação em toposseqüências de relevo, a partir da secção de vertentes mostrando o comportamento da cobertura pedológica a partir de perfis bidimensionais; Determinar as propriedades físicas manto pedológico e avaliar o comportamento dessas propriedades na morfogênese das vertentes; Analisar a conformação da paisagem frente as propriedades físicas do manto pedológico e erosão; Proceder o agrupamento cartográfico de áreas homogêneas face a evolução das vertentes.
Justificativa
Um dos mais importantes setores da pesquisa geomorfológica são os estudos das vertentes, englobando a análise de processos e formas. Nelas está envolvida a ação de vários processos responsáveis tanto pela formação, como pela remoção de material. A proposta de estudar a evolução das vertentes está no sentido de que a morfogênese das vertentes, reflete uma relação de causa e efeito em que influem inúmeras circunstâncias muito variáveis, entre elas, as características do manto pedológico e das rochas matriz. Também, a conformação da vertente, revela áreas com distintos graus de fragilidade indicando os setores que devem merecer atenção especial quanto ao uso da terra. A racionalização do uso dos recursos naturais está na compreensão da dinâmica natural que os rege, na identificação das alterações impostas pelo homem e na compatibilização com a evolução natural desses. No caso da erosão do solo, é necessário conhecer as características geológicas, geomorfológicas, pedológicas e climáticas. O termo erosão implica a realização de um conjunto de ações que modelam a paisagem. Os processos erosivos geralmente instalam-se em áreas onde há uma conjunção de fatores que as tornam suscetíveis. Entre esses fatores merecem destaque a geologia, o relevo, a pedologia, o clima e o uso do solo. A erosão é um fenômeno de superfície e, por isto, as condições físicas de superfície do solo desempenham papel primordial na mesma, dificultando-a ou facilitando-a. Práticas diferenciadas de manejo resultam em condições físicas de superfície e subsuperfície do solo distintas, as quais, por sua vez, resultam em níveis de erosão hídrica variados. As condições físicas de subsuperfície do solo são importantes, pois elas influenciam o movimento de água, calor e gases no seu interior e, decorrentemente, o escoamento superficial. As mais importantes delas são as que determinam a qualidade estrutural ou qualidade do espaço poroso do solo, notadamente a agregação e estabilidade dos agregados e a porosidade total e distribuição de tamanho de poros. Tratando-se particularmente do solo, o aumento das áreas de plantio associado ao processo de modernização da atividade agrícola, com o uso intenso de maquinarias e produtos químicos, levou a uma progressiva degradação deste importante recurso. Como resultado desta evolução, registra-se hoje uma gama preocupante de fenômenos e conflitos ambientais, que influenciam na dinâmica natural da paisagem e dos solos, acarretando, consequentemente, a perda da fertilidade, a aceleração e intensificação dos processos erosivos e, em algumas áreas, até mesmo desertificação (Drew, 1998; Mendonça, 1990). Estes problemas ambientais, que já perduram algumas décadas, instigaram e ainda hoje incentivam a realização de pesquisas e a proposição de novas metodologias de estudo do solo com o intuito de compreender de forma abrangente e completa sua organização e a estrutura da cobertura pedológica. Assim sendo, se a princípio os estudos estavam voltados principalmente a aquisição de informações sobre as características químico-físicas dos diferentes tipos de solo, seus índices de fertilidade e ainda, a elaboração de técnicas para seu melhor aproveitamento agrícola, com o passar dos anos surgiram novas formas de perceber, bem como os processos nele desencadeados. Os primeiros avanços referentes à evolução na compreensão da organização do solo e as metodologias para seu estudo datam de 1930. É nessa década que Milne apresenta o conceito de catena e introduz a concepção de lateralidade do solo, onde os perfis verticais de solo sucedem-se numa vertente, ligados como que em cadeia, sendo que os principais fatores responsáveis pelas sucessões de solos numa encosta seriam os processos erosivos, comandados pela topografia. Na década de 60 ocorreu outro importante avanço: a introdução da noção de tridimensionalidade, onde cada unidade representada por horizontes verticalmente dispostos ocuparia um determinado volume no espaço. Entretanto, mantém-se a concepção de que o espaço pedológico seria constituído pela justaposição de perfis verticais de solo (Queiroz Neto, 1988). Na década seguinte, foram realizados importantes trabalhos, os quais passaram a introduzir uma nova metodologia de análise através da concepção de cobertura pedológica (Queiroz Neto 1988; 2000). Assim, trabalhos como os de Bouquier (1971), Boulet (1974) e Chauvel (1977), enfatizaram o estudo de toposseqüências ao longo de encostas realizando análises bidimensionais das coberturas pedológicas, não mais enfatizando o solo como um indivíduo em perfis verticais, mas sim como um continuum recobrindo toda a extensão das encostas. Ainda na década de 70, Boulet (1978) e Boulet et al (1979) propõem o estudo e a representação cartográfica tridimensionais da cobertura pedológica, permitindo assim conforme Queiroz Neto (1988) estudar os processos biogeodinâmicos, o sentido e a evolução da pedogênese; reconstituir os diferentes mecanismos responsáveis pelas diferenciações pedológicas, bem como suas sucessões cronológicas; demonstrando assim o comportamento e funcionamento atual da cobertura pedológica de uma dada área. A partir das pesquisas realizadas pelos pedólogos franceses, pode-se perceber que a cobertura pedológica é um sistema estrutural complexo que apresenta transformações progressivas das organizações, tanto vertical quanto lateralmente no sentido da vertente estando intimamente relacionada com os outros elementos da paisagem, especialmente o relevo. No Brasil, a proposta metodológica de análise estrutural da cobertura pedológica passou a ser empregada no final da década de 70, com o intuito de identificar diferentes sucessões de perfis de solos ao longo de encostas, compreender a gênese e evolução dos solos e das paisagens e ainda “explicar a distribuição dos solos como conseqüência de processos pedogenéticos e morfogenéticos complexos” (Queiroz Neto, 1988, p. 416). As formas ou conjuntos de formas de relevo participam da composição das paisagens em diferentes escalas. Relevos, ao serem observados em um curto espaço de tempo, mostram aparência estática; entretanto, estão sendo permanentemente trabalhados por processos erosivos ou deposicionais resultantes das condições climáticas existentes. Essas formas podem transmitir a idéia de que são componentes independentes na paisagem. No entanto, elas e os demais componentes do ambiente estão interligados promovendo ações mútuas, que, em maior ou menor intensidade, estão agindo no sentido de criar uma fisionomia que reflete, no todo ou em partes, os ajustes alcançados. As condições geológicas, pedológicas, climáticas, hidrológicas, biológicas, topográficas e altimétricas devem ser consideradas quando se quer compreender o tipo de relevo e os padrões inerentes aos processos envolvidos. Ao destacar que as formas resultam de processos, tomá-los como critério de classificação torna-se uma opção importante. Nesse sentido, os padrões de dissecação, a dinâmica das vertentes e a dinâmica fluvial, relacionados ao desenvolvimento dos processos erosivos, assumem relevância. Portanto, na perspectiva de entender o processo de erosão hídrica superficial e subsuperficial e avaliar a dinâmica de vertentes é que foi estruturado o presente projeto de pesquisa.
Resultados esperados
A universidade brasileira desempenha, juntamente com os órgãos, fundações e institutos de fomento de pesquisa, importante papel no processo de interagir com a comunidade, em especial, onde a instituição está situada. É, pois seu dever auxiliar na busca do equilíbrio para o desenvolvimento sócio-econômico, com melhoria na qualidade de vida das populações, preservação e administração responsável dos recursos naturais. Assim é necessário estimular a retro alimentação com o corpo acadêmico e científico. Ainda, a partir do desenvolvimento do projeto, espera-se maior integração com os trabalhos desenvolvidos nessa temática, além de fomentar à formação de recursos humanos, a partir da graduação e pós-graduação, para atuação integrada em pesquisas, consultoria e planejamento. Como meta espera-se reforçar a tese da conexão entre a Geomorfologia e as propriedades físicas do manto pedológico com a erosão hídrica influenciada por essas condições físicas de superfície e subsuperfície na transformação da paisagem e evolução das vertentes. Ainda, a partir do envolvimento de acadêmicos de graduação e pós-graduação, promover a iniciação científica e a pesquisa à esse acadêmicos na busca de referenciais teóricos e aplicados acerca do tema. Cada etapa será desenvolvida semestralmente, conforme cronograma de atividades anual, e será avaliada a partir dos resultados alcançados no semestre em relação aos objetivos propostos para o respectivo ano. O objetivo é alcançar um agrupamento cartográfico de áreas homogêneas das superfícies geomórficas na Depressão Periférica Sulriograndense.
Projeto em âmbito confidencial
Não
Projeto superior
-
Palavra-chave 1
Dinâmica erosiva
Palavra-chave 2
Geomorfopedogênese
Palavra-chave 3
Erosão hídrica
Palavra-chave 4
Perfil de vertentes
Tipo de evento
Não se aplica
Carga horária do curso
[Não informado]
Situação
Em andamento
Avaliação
Sem pendências de avaliação
Última avaliação
30/04/2021
Gestão do conhecimento e gestão financeira
O projeto pode gerar conhecimento passível de proteção?
Não
Propriedade Intelectual
[Não informado]
Proteção Especial
[Não informado]
Direito Autoral - Copyright
Não
O projeto contrata uma fundação? Indique a fundação
Não necessita contratar fundação
Classificações
Tipo
Classificação
Classificação CNPq
1.07.05.00-7 GEOGRAFIA FÍSICA
Grupo do CNPq
089 Núcleo de Pesquisas em Geomorfologia e Percepção da Paisagem
Linha de pesquisa
99.00.00 LINHA DE PESQUISA INEXISTENTE
Quanto ao tipo de projeto de pesquisa
2.01 Projeto de Pesquisa Pura
Objetivos Sustentáveis da ONU
15 Vida Terrestre

Plano Gestão
Objetivo Estratégico
PDI 2016-2026 - Desafios
Desenvolvimento local, regional e nacional
Participantes
Matrícula Nome Função Carga Horária Período
@{matricula} @{pessoa.nomePessoa} @{funcao.descricao} @{cargaHoraria} h/semana @{dataInicial|format=dd/MM/yyyy} a @{dataFinal|format=dd/MM/yyyy}
Órgãos
Unidade Função Período
@{descricao} @{funcao.descricao} @{dataInicial|format=dd/MM/yyyy} a @{dataFinal|format=dd/MM/yyyy}
Plano de Trabalho
Metas/Indicadores/Fases
  • Meta:
    omo meta espera-se reforçar a tese da conexão entre a Geomorfologia e as propriedades físicas do manto pedológico com a erosão hídrica influenciada por essas condições físicas de superfície e subsuperfície na transformação da paisagem.
    Período:
    12/04/2017 a 12/04/2023
    Valor:
    R$ 0,00
    Conclusão:
    50 %
  • Meta:
    01 - Proporcionar uma aproximação da realidade do tema abordado (sistema solo e a vegetação) com o cotidiano dos envolvidos permitindo uma dinâmica de observação, de reflexão e de sensibilidade perante a importância do sistema solo no meio ambiente.
    Período:
    12/04/2021 a 12/04/2023
    Valor:
    R$ 0,00
    Conclusão:
    0 %