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Dados Básicos
Título
Estimativa da produção e da variabilidade espacial de massa seca de plantas de cobertura de inverno, através do uso de sensores ópticos, visando a implantação de planos de manejos inteligentes.
Número do projeto
042214
Número do processo
042214
Classificação principal
Pesquisa
Data inicial
29/01/2016
Data final
31/12/2020
Resumo
Atualmente é crescente o interesse da comunidade científica pelo tema de qualidade do solo (QS). O conceito de QS compreende a manutenção da capacidade produtiva por longo período de tempo. Para que isto seja possível é necessário que o sistema de manejo utilizado proporcione a manutenção dos atributos físicos, químicos e biológicos do solo, favoráveis ao desenvolvimento vegetal. O desafio de viabilizar sistemas de produção que possibilitem maior eficiência energética e conservação ambiental tem resultado em novos paradigmas tecnológicos baseados na sustentabilidade. Nesse novo conceito de sistema agrícola produtivo, a fertilidade do solo assume uma abrangência maior que a tradicional, expressada apenas nos parâmetros de acidez, disponibilidade de nutrientes e teor de matéria orgânica. Os parâmetros físicos, como armazenamento e conservação de água, armazenamento e difusão de calor, permeabilidade ao ar e água, passaram a ter relevância na avaliação da fertilidade do solo (Denardin & Kochhanm, 1993; Kluthcouski et al, 2000). O sucesso do SPD depende da quantidade e da qualidade da palha sobre a superfície do solo. Goedert et al. (2002), contribuem para essa discussão, sugerindo que as questões ligadas a qualidade do solo constituem um tema de crescente importância principalmente quanto a disponibilidade de água e nutrientes e, consequentemente, aumento de produtividade. O conceito moderno de adubação verde é a utilização de plantas em rotação, sucessão ou consorciação com as culturas, incorporando-as ao solo ou deixando-as na superfície, visando a proteção superficial, bem como a manutenção e melhoria das características físicas, químicas e biológicas do solo (Costa et. al, 1992). Já Calegari et al. (1993) caracteriza como a utilização de plantas em rotação, sucessão ou consorciação com as culturas, incorporadas ou não ao solo. Dentre os materiais vegetais normalmente utilizados nesta prática, as leguminosas destacam-se, em razão da sua capacidade de fixação de nitrogênio atmosférico, da reciclagem de nutrientes e da fácil decomposição (Kluthcouski, 1992; Alvarenga et al., 1995). Baseado em diversos trabalhos de desenvolvimento de sistemas de produção para as condições sul-brasileiras indicam-se combinações de espécies forrageiras ou de cobertura como também a combinação de culturas produtoras de grãos e/ou pastagem como sistema de menor risco, além de maior rendimento do ponto de vista econômico e, eficientemente energeticamente. Devem-se selecionar aquelas espécies com maior potencial para as condições locais, tomando-se por base a rapidez com que se estabelecem e as suas produções de fitomassa. Quanto mais rápido o estabelecimento, maiores os benefícios físicos advindos da cobertura na proteção do solo e na supressão de plantas daninhas. A maior produção de fitomassa indica maior oferta de palha sobre o solo, podendo, ainda, dar uma ideia sobre a reciclagem de nutrientes. Na região Sul, onde é possível o cultivo de culturas de verão e de inverno porem o que tem se percebido, a campo, é sistemas de produção de grãos ou integração lavoura-pecuária constituídos de monocultivos de soja e milho no verão ou rotação (dois anos soja um ano milho) e no inverno áreas com trigo, pastagens anuais de aveia preta ou adubos verdes com nabo forrageiro e ervilhaca (Fontanelli & Gassen, 2009). O que se busca com as plantas de cobertura e espécies forrageiras é a contribuição no manejo integrado de pragas, doenças e plantas invasoras, ciclagem de nutrientes, minimização da erosão enfim, um sistema agrícola economicamente mais sustentável embasada em aspectos de conservação, preservação ambiental, econômicos e viabilização da permanência das famílias no meio rural (Fiorin, 2007). No entanto, últimos 50 anos, a quantidade de terra agricultável per capita diminuiu cerca de 50% no mundo (GLOBAL SOIL FORUM, 2015). De acordo com a FAO 33 % das terras cultivadas têm alto ou médio grau de degradação devido à poluição; erosão, salinização, compactação e acidificação química dos solos (FAO, 2015). Nesse enfoque o sistema de plantio direto (SPD) atua como o principal amenizante do degradação do solo, pois o mesmo proporciona que o solo esteja sempre coberto, onde diferentes culturas que estão em pleno desenvolvimento ou como resíduos culturais atuam como como uma barreira mecânica a energia cinética da água e posteriormente, após sua decomposiçao, interagem com o solo na forma de materia organica, o que entre outros benefícios, auxilia na estabilidade dos macroagregados influenciando na qualidade estrutural e no movimento de água do solo (DIEKOW et al., 2005). Contudo, mesmo o SPD sendo uma pratica valiosa para a conservação do solo, ainda são escassas as informações quanto a variabilidade da distribuição de palha e a implantação de sistemas de manejo inteligentes. Esta constatação baseia-se principalmente nas incertezas quanto ao real desenvolvimento das diferentes plantas de cobertura no solo em zonas com histórico de altas produtividade se baixas produtividades, o que sugere a necessidade de um monitoramento mais criterioso a campo. No Rio Grande do Sul, nos últimos anos, tem havido sérios problemas em condições de lavoura, decorrentes de manejos incorretos, má distribuição da palhada e chuvas com altas intensidades. Uma constatação importante nesse contexto é que a produção de massa seca (cobertura do solo) não tem sido homogênea nas áreas e que essa variabilidade tem promovido a variação de produção nas culturas de verão por conta de vários agravantes como diminuição no armazenamento de água, variação de atributos químicos, físicos e biológicos do solo. A agricultura de precisão (AP) surge como um novo conceito de manejo e estratégia de gestão baseada na tecnologia da informação com o objetivo de potencializar coleta de dados e permitir decisões de manejo mais acertadas. No contexto de sustentabilidade e SPD o uso de sensores ópticos tanto para leituras "por terra" ou embarcados em veículos aéreos não tripulados (VANTs), por exemplo, podem trazer benefícios importantes pela rapidez, agilidade e escala de campo em levantamentos que envolvem a produção de massa seca de plantas de cobertura, sequestro de carbono, ciclagem de nutrientes, qualidade do SPD e produtividades das culturas. Dentre as principais evidências e contribuição do projeto, na região do Planalto Médio do RS, está a oportunidade de propor soluções a um problema já instaurado no campo, com demanda e capaz de definir ou inviabilizar (caso não seja desmistificado) o SPD na região. Espera-se, ampliar as informações sobre a diversidade de espécies de plantas de cobertura nas áreas produtivas e propriedades da região, reorganizando o sistema produtivo, dando qualidade ao solo, minimizando os efeitos da erosão, reciclando nutrientes e diminuindo a dependência externa por fertilizantes e insumos de uma forma geral. Este projeto surge de uma demanda regional baseada em solicitações de produtores que compõem o Clube Amigos da Terra de Palmeira das Missões/RS, de cooperativas da região e empresas prestadoras de serviço em agricultura de precisão. O projeto busca propor soluções práticas e de interesse de produtores, técnicos de campo e da própria pesquisa. Mais que os ganhos diretos, como benefício está o ganho para com o meio ambiente, a racionalização do uso de insumos, melhorias na produtividade e, consequentemente, na capitalização dos produtores, do Sul do Brasil, além de subsídios às tomadas de decisões no manejo do solo.
Observação
[Não informado]
Projeto em âmbito confidencial
Não
Projeto superior
-
Palavra-chave 1
Plantio Direto
Palavra-chave 2
Agricultura de Precisão
Palavra-chave 3
Drones
Palavra-chave 4
Sensores òpticos
Tipo de evento
Não se aplica
Carga horária do curso
[Não informado]
Situação
Em andamento
Avaliação
Não avaliado
Última avaliação
09/04/2019
Gestão do conhecimento e gestão financeira
O projeto pode gerar conhecimento passível de proteção?
Não
Propriedade Intelectual
[Não informado]
Proteção Especial
[Não informado]
Direito Autoral - Copyright
Não
O projeto contrata uma fundação? Indique a fundação
Não necessita contratar fundação
Classificações
Tipo
Classificação
Classificação CNPq
5.01.01.06-4 MANEJO E CONSERVAÇÃO DO SOLO
Linha de pesquisa
04.001 Agricultura de Precisão
Quanto ao tipo de projeto de pesquisa
2.01 Projeto de Pesquisa Pura
Objetivos Sustentáveis da ONU
15 Vida Terrestre

Nenhum objetivo estratégico indicado
Participantes
Matrícula Nome Função Carga Horária Período
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Órgãos
Unidade Função Período
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Cidades de atuação
Cidades
Cidade
UF
Período
Frederico Westphalen
RS
29/01/2016 a 31/12/2020
Plano de Trabalho
Metas/Indicadores/Fases
  • Meta:
    1 - Determinação da variabilidade de massa nas culturas de outono/inverno
    Período:
    29/01/2016 a 31/12/2020
    Valor:
    R$ 0,00
    Conclusão:
    0 %
    • Indicador:
      1 - Artigos e resumos
      Valor:
      5 Unidade
      Conclusão:
      0 Unidade
    • Fase:
      1 - Revisão de literatura
      Período:
      29/01/2016 a 30/06/2020
      Conclusão:
      0 %
    • Fase:
      2 - Preparação da área experimental e implantação das espécies
      Período:
      01/04/2016 a 01/07/2020
      Conclusão:
      0 %
    • Fase:
      3 - Manejo e condução dos cultivos de outono/inverno
      Período:
      01/05/2016 a 30/04/2020
      Conclusão:
      0 %
    • Fase:
      4 - Avaliação da produção de massa verde e massa seca dos cultivos de outono/inverno
      Período:
      01/07/2016 a 31/08/2020
      Conclusão:
      0 %
  • Meta:
    2 - Determinação da variabilidade de massa seca nas culturas de verão
    Período:
    01/09/2016 a 30/04/2020
    Valor:
    R$ [Não informado]
    Conclusão:
    0 %
    • Indicador:
      Artigos e resumos publicados
      Valor:
      8 Unidade
      Conclusão:
      0 Unidade
  • Meta:
    3 - Avaliação da produtividade das culturas de outono/Inverno
    Período:
    29/01/2016 a 31/12/2020
    Valor:
    R$ [Não informado]
    Conclusão:
    50 %
    • Indicador:
      1 - Artigos e resumos publicados
      Valor:
      6 Unidade
      Conclusão:
      0 Unidade
  • Meta:
    4 - Avaliação da produtividade das culturas de verão
    Período:
    01/02/2017 a 30/04/2020
    Valor:
    R$ [Não informado]
    Conclusão:
    0 %
    • Indicador:
      1 - Artigos e resumos publicados
      Valor:
      3 Unidade
      Conclusão:
      0 Unidade
    • Fase:
      7 - Condução das áreas de verão
      Período:
      01/09/2017 a 31/03/2020
      Conclusão:
      0 %
      • Sub-fase:
        8 - Implantação e condução das culturas de verão
        Período:
        01/08/2016 a 30/06/2020
        Conclusão:
        0 %
  • Meta:
    5 - Publicação dos resultados
    Período:
    01/08/2017 a 24/12/2020
    Valor:
    R$ [Não informado]
    Conclusão:
    0 %
    • Indicador:
      1 - Artigos e resumos publicados
      Valor:
      12 Unidade
      Conclusão:
      0 Unidade
    • Fase:
      6 - Elaboração de resumos e artigos científicos
      Período:
      01/03/2017 a 31/12/2020
      Conclusão:
      0 %